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CNT defende estabilidade regulatória e inovação para avanço dos biocombustíveis
Debate sobre diesel, SAF e biodiesel destaca papel do transporte na eficiência logística e na confiabilidade da matriz energética
A CNT participou do seminário “A Lei Combustível do Futuro e as Perspectivas para os Biocombustíveis”, promovido pela Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais) e pelo IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás), com apoio institucional do FGV Agro (Centro de Estudos do Agronegócio da Fundação Getulio Vargas), em São Paulo (SP). Realizado nesta quinta-feira (23), o encontro reuniu autoridades, especialistas e representantes do setor para discutir os rumos do diesel rodoviário e marítimo, do HVO (diesel verde) e do SAF (combustível sustentável de aviação).
Entre os destaques da programação, a gerente executiva Governamental da CNT, Danielle Bernardes, participou do painel “Biodiesel e misturas: Qualidade e boas práticas na armazenagem e distribuição”. Em sua intervenção, ressaltou que a qualidade do biodiesel é fator determinante para garantir eficiência logística e segurança operacional no transporte rodoviário.
A gerente destacou que a CNT tem defendido, em diferentes fóruns, a adoção de políticas públicas que assegurem previsibilidade e estabilidade regulatória, consideradas essenciais para o desenvolvimento sustentável do setor. Segundo ela, a qualidade das misturas também é estratégica para o fortalecimento da matriz energética nacional.
Bernardes enfatizou ainda que o transporte integra diretamente a cadeia dos biocombustíveis. Nesse contexto, a adoção de boas práticas na armazenagem e na distribuição contribui para a redução de custos e o aumento da confiabilidade do sistema.
Renovação de frota e fortalecimento institucional
A CNT também reforçou a importância de políticas voltadas à renovação da frota nacional e ao incentivo à retirada de veículos antigos de circulação. De acordo com a entidade, modelos mais novos apresentam melhor desempenho e menor incidência de problemas relacionados ao uso de biodiesel, enquanto a elevada idade média da frota brasileira ainda representa um desafio para a eficiência e a segurança operacional.
Outro ponto considerado estratégico é o fortalecimento da atuação da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), especialmente no que se refere à fiscalização da qualidade dos combustíveis. “Isso passa, necessariamente, por ampliar a capacidade técnica e institucional da agência”, defendeu a gerente da CNT.
Além de Danielle Bernardes, participaram do painel Vicente Pimenta (Abiove), Samuel Carvalho (Sindicom), Edneia Caliman (ANP) e Guilherme Wilson (Semove), sob moderação de Gilles Laurent Grimberg, CEO da Actioil do Brasil. O grupo discutiu práticas e desafios relacionados à armazenagem, à distribuição e à qualidade dos combustíveis.
O seminário também abordou temas como o aumento da mistura de biodiesel, o uso de diferentes matérias-primas, as demandas de mercado, além de políticas públicas nacionais e internacionais e desafios regulatórios para o avanço dos biocombustíveis.
Por Agência CNT Transporte Atual