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Modal Expo 2026: associados Transcares têm 20% de desconto no valor da área livre

Notícias 11 de fevereiro de 2026

A Modal Expo 2026 está mais do que confirmada! Maior e principal feira de negócios de logística, transporte e comércio exterior do Espírito Santo, ela vai acontecer nos dias 16, 17 e 18 de junho, no Pavilhão de Carapina, na Serra, e a movimentação já começou!

Os números da primeira edição são grandiosos! Ela reuniu mais de 100 marcas expositoras e 7 mil visitantes de 22 estados brasileiros. Os negócios gerados ultrapassaram os R$ 65 milhões. Ano passado, o interesse foi tanto que alguns expositores acabaram ficando de fora.

Nessa edição, você, transportador, tem uma grande oportunidade de divulgar sua empresa no cenário nacional e potencializar seus negócios: associado Transcares tem 20% de desconto no valor da área livre da Modal.

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PRF divulga calendário de restrição de tráfego para veículos pesados em 2026

Notícias 10 de fevereiro de 2026

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) publicou o calendário oficial de restrições de tráfego para o ano de 2026. A medida atinge veículos e combinações de veículos que excedam os limites regulamentares de peso ou dimensões, visando reduzir o risco de sinistros de trânsito graves em períodos de maior fluxo de veículos leves nas rodovias de pista simples.

As restrições, estratégicas para a segurança viária, ocorrem em datas como Carnaval, Semana Santa e festas de fim de ano. O descumprimento constitui infração média, sujeita a multa e retenção do veículo até o término do horário restritivo.

Quem precisa ficar atento?

A proibição de circulação aplica-se aos veículos que possuam alguma das seguintes características:

- Largura superior a: 2,60 metros;

- Altura superior a: 4,40 metros;

- Comprimento total superior a: 19,80 metros;

- Peso Bruto Total Combinado (PBTC) superior a: 58,5 toneladas.

Principais períodos de restrição em 2026:

- Carnaval: 13 e 17 de fevereiro, restrição das 16 às 22h / 14 e 18 de fevereiro, restrição das 6 às 12h.

- Semana Santa: 2 e 5 de abril, restrição das 16 às 22h / 3 de abril, restrição das 6 às 12 horas.

Em alguns estados da região Norte (Acre, Amazonas, Amapá, Pará e Roraima), não haverá restrição de circulação, conforme as diretrizes da portaria vigente.

Por que a restrição é necessária?

A presença de veículos de grande porte em rodovias de pista simples, especialmente durante feriados prolongados, dificulta ultrapassagens e aumenta o tempo de viagem para os demais usuários. Ao restringir esses veículos em horários de pico, a PRF busca padronizar o fluxo e prevenir colisões frontais, saídas de pista e outros sinistros de trânsito.

Clique aqui e confira a tabela completa com todos os feriados de 2026 e os trechos específicos.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

Move Brasil avança mais e chega a R$ 1,9 bi em crédito liberado, diz Alckmin  

Notícias 10 de fevereiro de 2026

 

Depois de anunciar a liberação de R$ 1,3 bilhão em crédito no primeiro mês de operação, o programa Move Brasil deu um novo salto. Neste domingo (8), durante evento realizado na concessionária da Scania em Guarulhos (SP), o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, informou que mais R$ 600 milhões foram liberados, elevando o total contratado para R$ 1,9 bilhão. “A resposta foi muito boa. Isso mostra que, quando o crédito chega com juros mais baixos, a decisão de compra acontece”, afirmou.

Lançado em dezembro, o Move Brasil prevê R$ 10 bilhões em financiamento para caminhoneiros autônomos, cooperativas e empresas de transporte rodoviário de cargas, com o objetivo de estimular a renovação da frota, aumentar a eficiência logística e reduzir emissões e acidentes. As condições incluem taxas estimadas em torno de 13% ao ano, prazos de até 60 meses, carência de até seis meses e fundo garantidor que cobre até 80% do valor financiado.

Durante o evento, Alckmin destacou que a queda no custo do crédito foi decisiva para destravar a demanda reprimida do setor. “O financiamento estava muito alto, acima de 20% ao ano. Com o Move Brasil, trouxemos juros para um patamar próximo de 13%, além de descontos da indústria e das concessionárias. Isso muda completamente o cenário”, disse.

Impacto econômico e ambiental

Segundo o vice-presidente, a renovação da frota tem efeitos diretos sobre a competitividade do país. “Melhora a logística, reduz o custo Brasil, diminui acidentes e polui menos. Um caminhão novo emite até 40 vezes menos do que um veículo de 30 anos atrás”, afirmou. Ele acrescentou que o programa também deve impulsionar a indústria automotiva pesada e o comércio de veículos, em um momento de juros ainda elevados na economia.

O Move Brasil permite o financiamento de caminhões novos e também de seminovos fabricados a partir de 2012, desde que atendam aos critérios ambientais do Proconve 7. A estratégia busca atacar um dos principais gargalos do transporte rodoviário brasileiro: a idade média da frota, estimada em cerca de 13 anos, com milhares de veículos em circulação há mais de duas décadas.

Transportador relata economia e renovação da frota

Entre os beneficiados pelo programa está a Jorge Boaventura Costa Transportes Ltda., microempresa sediada em Santa Isabel (SP), especializada no transporte de cargas gerais e operações de e-commerce. A empresa adquiriu um Scania P 280 6×2 por meio do Move Brasil, que será utilizado principalmente na rota São Paulo–Rio de Janeiro.

“A gente conseguiu fazer uma boa compra. O preço foi competitivo, e o financiamento ajudou muito na decisão”, afirmou Orlando da Aventura Costa Filho, sócio da transportadora. Segundo ele, a escolha pela Scania levou em conta conforto, segurança e, sobretudo, economia de combustível. “Hoje, o caminhão é de 15% a 20% mais econômico. Em uma viagem para o Rio de Janeiro, a economia pode chegar a R$ 150 a R$ 200 por abastecimento”, disse.

Com uma frota de 29 veículos, a empresa utiliza o programa tanto para ampliar quanto para renovar seus caminhões. “A gente vai vendendo os mais antigos e comprando os mais novos. É crescimento e renovação ao mesmo tempo”, explicou o empresário, que também projeta aumento do quadro de funcionários ao longo do ano, acompanhando a demanda do mercado.

Programa pode se tornar permanente?

Diante da forte adesão inicial, o governo federal avalia transformar o Move Brasil em uma política permanente. “Precisamos retirar de circulação caminhões Euro 0, Euro 2 e Euro 3. Trata-se de um programa com impacto estrutural para o país”, afirmou o vice-presidente Geraldo Alckmin.

Segundo ele, o desempenho inicial indica que a estimativa de vendas adicionais de caminhões pode ser revista para cima, especialmente diante da expansão do comércio exterior e do avanço da produção agrícola. “Vocês vão vender muito caminhão. O Brasil tem uma das maiores indústrias do mundo nesse segmento, e o crédito é fundamental para sustentar essa atividade”, disse.

Em entrevista coletiva realizada na última sexta-feira (6), o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Igor Calvet, afirmou que os efeitos do Move Brasil sobre os emplacamentos devem começar a aparecer de forma mais clara a partir de março. Embora o mercado de caminhões tenha registrado forte retração no início do ano, o programa já provocou um aumento significativo da procura por crédito nas concessionárias e nos bancos ligados às montadoras.

Movimento nas concessionárias

De acordo com Calvet, relatos das concessionárias apontam crescimento expressivo da demanda por financiamento. Em alguns casos, a procura aumentou mais de 30% entre dezembro e janeiro, movimento que tende a se converter em vendas e desembolsos ao longo do primeiro trimestre.

Os grandes frotistas devem concentrar uma parcela relevante dos recursos nesta fase inicial, por contarem com maior capacidade financeira e planejamento de longo prazo, com financiamentos que podem chegar a 12 anos. Ainda assim, o executivo destacou que também há operações envolvendo caminhoneiros autônomos e pequenos empresários.

Fonte: Transporte Moderno

Brasil vem se consolidando como hub de logística global, diz secretário de Portos e Aeroportos

Notícias 10 de fevereiro de 2026

O secretário-executivo do Ministério de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, disse nesta segunda-feira, 9, que o Brasil vem se consolidando como “hub de logística global” em virtude de modelo de agências independentes e técnicas, e vem registrando aumento do número de concessões. Franca também elogiou o “diálogo com o TCU”, que, afirmou, tem contribuído para maior crescimento da infraestrutura no país.

Ele mencionou, ainda, cinco desafios para o avanço nos investimentos em infraestrutura no Brasil. Primeiramente, apontou a estabilidade institucional. “Quem investe em infraestrutura, com longo prazo e investimentos vultuosos, precisa de regra, segurança jurídica, a regra do jogo”, ressaltou.

Outro tópico é o “planejamento permanente de longo prazo”, que, reconheceu, é uma atribuição do governo. “O planejamento é um norte importante” e ajuda quando há demandas de prefeitos e parlamentares.

Franca indicou, ainda, financiamentos estruturados, inovação contínua e compromisso socioambiental.

A fala foi durante o seminário “Superciclo de Investimentos em Infraestrutura – Avanços e Desafios”, na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro, evento que reuniu nomes como o ministro das Cidades, Jader Filho.

Fonte: Jornal de Brasília

Capacitação e rigor regulatório mantêm o transporte de produtos perigosos entre os mais seguros do País

Notícias 10 de fevereiro de 2026

O transporte rodoviário é a base do sistema logístico brasileiro e responde por cerca de 65% da movimentação de cargas no país, segundo dados do Atlas CNT do Transporte 2025. Em um cenário de grande escala e elevada complexidade operacional, o transporte rodoviário de produtos perigosos se diferencia por figurar entre os segmentos mais seguros da logística nacional, resultado de um ambiente altamente regulado e de um modelo operacional sustentado pela qualificação contínua de profissionais.

De acordo com a Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos (ABTLP), o setor opera atualmente sob 384 instrumentos legais vigentes, entre leis, decretos, portarias e resoluções voltadas à segurança, à prevenção de acidentes e à proteção das pessoas, do meio ambiente e do patrimônio. A estrutura regulatória exige que motoristas, gestores e equipes técnicas passem por processos permanentes de capacitação, alinhando conhecimento operacional, atualização normativa e preparo para situações críticas.

Para Oswaldo Caixeta, presidente da ABTLP, a qualificação profissional é um pilar indispensável da atividade. “São indispensáveis treinamentos contínuos para motoristas e equipes operacionais, procedimentos operacionais, atendimento a emergências e principalmente o cumprimento das normas e legislações do setor. A ABTLP mantém, desde 2010, a realização de treinamentos in company junto às empresas associadas, e essa agenda seguirá ativa ao longo de 2026”, afirma.

Os avanços já se traduzem em dados concretos. Segundo dados da ABTLP, o setor registrou uma redução de 9% nas ocorrências envolvendo produtos perigosos no estado de São Paulo, em 2025, resultado associado ao cumprimento rigoroso das normas, à intensificação das fiscalizações, ao investimento contínuo das empresas em capacitação profissional e tecnologia embarcada, além da maior integração entre transportadoras, órgãos reguladores e equipes de resposta a emergências.

A segurança das operações também está diretamente ligada à atuação coordenada dos profissionais envolvidos. “O motorista exerce um papel fundamental na operação, pois está na linha de frente do transporte e é quem executa, na prática, a condução da carga. No entanto, a segurança da operação não depende apenas dele. Todos os profissionais envolvidos precisam estar capacitados e alinhados quanto aos procedimentos e responsabilidades do processo”, afirma Caixeta.

Em paralelo à formação dos motoristas, o setor exige uma estrutura operacional robusta, que envolve operadores capacitados, licenças e autorizações em dia, equipamentos homologados, certificações na construção e inspeções periódicas, bem como o cumprimento rigoroso das normas de trânsito, de transporte, ambientais e trabalhistas. O conjunto de exigências torna o transporte de produtos perigosos uma atividade altamente regulada e tecnicamente estruturada.

Caixeta destaca que o desempenho positivo do setor é resultado direto de um ambiente altamente regulado e do comprometimento contínuo das empresas com a segurança operacional. “O transporte de produtos perigosos está entre as operações mais seguras do setor logístico, justamente em razão do elevado nível de regulamentação e controle existente. É uma atividade acompanhada de perto por diversos órgãos governamentais, o que resulta em exigências constantes de conformidade, fiscalização e melhoria contínua nas operações do dia a dia”, conclui o presidente.

No primeiro semestre de 2026, a ABTLP dará sequência à agenda de capacitação com a realização do ABTLP 360, em São José dos Pinhais (PR), evento técnico que reunirá palestras e debates ao longo de um dia, com foco nas operações do transporte de produtos perigosos e nas particularidades logísticas e regulatórias do estado do Paraná. A programação da entidade inclui, ainda, um simulado de atendimento a emergências no trecho norte do Rodoanel, em São Paulo, voltado à integração entre empresas, órgãos públicos e equipes de resposta, além do lançamento de um curso online sobre segurança no transporte de produtos perigosos, ampliando o acesso à qualificação profissional em todo o País.

Fonte: Imprensa ABTLP

Seminário vai debater o Sistema TIR como motor de integração e competitividade no Corredor Bioceânico

Notícias 10 de fevereiro de 2026

No dia 5 de março de 2026, o Bioparque Pantanal, em Campo Grande (MS), será palco do Seminário “O Sistema TIR como catalisador para integração e competitividade no Corredor Bioceânico”, evento que reunirá autoridades públicas, especialistas internacionais, representantes do setor produtivo e lideranças do Transporte Rodoviário de Cargas para debater os impactos logísticos, comerciais e institucionais da implementação do sistema global de trânsito aduaneiro TIR em sinergia com o desenvolvimento do Corredor Bioceânico.

Com apoio institucional da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística), o encontro tem como objetivo apresentar os benefícios que a adoção do TIR pode oferecer aos países que integram o Corredor, incluindo a conexão da rota sul-americana com mercados estratégicos da Ásia e da Europa, a facilitação do comércio internacional e o aumento dos fluxos de cargas de forma mais segura, previsível e eficiente.

A programação terá início às 8h30, com o credenciamento, seguido da abertura oficial às 9 horas. Às 9h45, o senador Nelsinho Trad abordará o impacto do Corredor Bioceânico no desenvolvimento do Mato Grosso do Sul, destacando a importância da infraestrutura logística como vetor de crescimento econômico e integração regional.

Na sequência, Lucas Lagier, da União Internacional dos Transportes Rodoviários (IRU), apresentará os benefícios do sistema TIR para a competitividade do Corredor Bioceânico, enquanto Ana Luiza Taliberti, também da IRU, detalhará as etapas para a implementação do TIR nos países do Corredor, abordando os aspectos técnicos, regulatórios e operacionais do processo.

Após o intervalo para almoço, a programação será retomada às 14 horas, com a palestra “A adoção da Convenção TIR no Corredor Bioceânico de Capricórnio: uma avaliação estratégica da INFRA S.A. para a facilitação do comércio regional”, ministrada por Elaine Radel, da INFRA S.A. Em seguida, uma mesa-redonda reunirá representantes dos setores público e privado para discutir como ampliar a eficiência do Corredor Bioceânico no trânsito internacional, promovendo maior integração, redução de custos e fluidez logística.

O evento será encerrado com uma sessão aberta de perguntas e respostas, seguida de coquetel de relacionamento, entre 16h15 e 17h30.

O Seminário conta com a participação da União Internacional dos Transportes Rodoviários (IRU), organização sediada em Genebra desde 1948, que conecta mais de 100 países por meio de soluções voltadas à mobilidade e à logística segura, eficiente e sustentável. Por mandato da Organização das Nações Unidas (ONU), a IRU administra o TIR, considerado o único sistema global de trânsito aduaneiro capaz de facilitar o comércio internacional, reduzir barreiras burocráticas e promover a integração entre mercados e sociedades.

Mais informações e inscrições estão disponíveis na página oficial do evento, clicando aqui.

Fonte: NTC&Logística








Congresso inicia ano legislativo com pautas estratégicas acompanhadas pelo setor

Notícias 10 de fevereiro de 2026

O início dos trabalhos do Congresso Nacional em 2026 colocou em evidência propostas com potencial impacto sobre a atividade transportadora, especialmente na área trabalhista e regulatória. A mensagem do Poder Executivo e a definição de prioridades da Câmara dos Deputados e do Senado Federal indicam o direcionamento da agenda legislativa, enquanto a instalação das comissões permanentes abre caminho para análise de matérias setoriais.

Entre os temas prioritários estão possíveis mudanças na jornada de trabalho e a regulamentação das atividades mediadas por plataformas digitais, propostas que podem afetar diretamente a organização operacional, os custos de mão de obra e a dinâmica de prestação de serviços no transporte e na logística.

Diante desse cenário, a CNT (Confederação Nacional do Transporte) atua no monitoramento das discussões e defende que alterações regulatórias sejam construídas com base técnica e previsibilidade jurídica. Segundo o diretor de Relações Institucionais da CNT, Valter Souza, a participação ativa no debate legislativo busca assegurar que as decisões considerem a realidade operacional do setor.

“O transporte acompanha de perto a pauta do Congresso e contribui tecnicamente para que temas estratégicos avancem com segurança jurídica e equilíbrio regulatório. Nosso objetivo é garantir condições para que o setor continue competitivo e capaz de atender às demandas da sociedade”, afirmou.

A entidade sustenta que medidas relacionadas a relações de trabalho, obrigações normativas e encargos setoriais devem considerar os impactos sobre produtividade, competitividade e sustentabilidade das empresas transportadoras.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), indicou a intenção de avançar na análise de temas trabalhistas e econômicos, enquanto o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), destacou a apreciação de projetos estruturantes nas áreas econômica e social como eixo do ano legislativo.

No plano institucional, a instalação das comissões permanentes marca o início da fase técnica da tramitação e concentra a atenção do setor transportador. Colegiados ligados à infraestrutura, desenvolvimento econômico e relações de trabalho passam a conduzir debates, audiências públicas e análise de proposições que tratam de regulação, investimentos e políticas públicas, definindo o ritmo de avanço das matérias.

Fonte: Agência CNT Transporte Atual

CNT: nova linha de financiamento impulsiona modernização da frota e eficiência do TRC

Notícias 06 de fevereiro de 2026

Autorizada pelo governo federal, a nova linha de financiamento para a renovação da frota de caminhões impulsiona a modernização do transporte rodoviário de cargas no Brasil e fortalece a eficiência operacional do setor, ao estimular a substituição de veículos antigos por modelos mais modernos, seguros e menos poluentes. A avaliação consta do Radar CNT do Transporte – Financiamento para a renovação da frota de caminhões, divulgado nesta quinta-feira (5).

A iniciativa foi instituída pela Medida Provisória nº 1.328/2025, publicada no Diário Oficial da União em 16 de dezembro, que destina R$ 6 bilhões para operações de crédito voltadas à aquisição de caminhões novos e seminovos. De acordo com a Confederação, a modernização da frota representa um avanço estrutural para o setor, com impactos positivos sobre a eficiência do segmento, a redução das emissões e a melhoria da qualidade do ar.

A CNT já demonstrou que a renovação dos veículos pesados de carga pode gerar ganhos ambientais de até 86,3%, a depender do volume de investimentos realizados pelo setor, contribuindo de forma significativa para a sustentabilidade e para a melhoria da qualidade do ar.
A linha de crédito contempla transportadores autônomos de cargas, cooperados, empresários individuais e empresas do setor, com valor máximo de financiamento de até R$ 50 milhões por beneficiário e prazo de reembolso de até 60 meses, incluindo carência de até seis meses.

Para solicitar o financiamento, empresários e transportadores autônomos devem procurar uma instituição financeira habilitada pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Caso a solicitação de crédito seja aprovada, o financiamento contará com recursos provenientes da Medida Provisória e do BNDES, na proporção de 60% e 40%, respectivamente.

A taxa de juros efetiva de cada operação depende do tipo de caminhão (novo ou seminovo), do perfil do transportador, da composição dos recursos do financiamento e da retirada de circulação do caminhão antigo. Além disso, há outros custos intrínsecos à contratação do crédito, como a taxa de análise cobrada pela instituição financeira e o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Para a diretora-executiva da CNT, Fernanda Rezende, embora a iniciativa represente um avanço relevante para a modernização da frota e para o aumento da eficiência do transporte de cargas, é fundamental que a política seja estruturada de forma permanente, com previsibilidade regulatória e segurança jurídica. “É fundamental que essa política seja transformada em lei, com garantia de recursos e condições adequadas, para viabilizar a renovação da frota ao longo do tempo”, afirma.

O que determina a Medida Provisória

O programa estabelece critérios técnicos e ambientais rigorosos. Para caminhões novos, são admitidos apenas veículos de fabricação nacional, cadastrados no BNDES e enquadrados nos padrões mais avançados de emissão do Proconve P8. No caso dos seminovos, restritos a pessoas físicas e cooperados, são aceitos apenas veículos fabricados a partir de 2012, enquadrados no Proconve P7, com exigências específicas de rastreabilidade fiscal e documental.

As taxas de juros variam conforme o perfil do transportador, o tipo de veículo financiado e o cumprimento das exigências de sustentabilidade, podendo oscilar entre 7,25% e 9,75% ao ano, sem considerar os custos adicionais à contratação de crédito, como IOF e taxas bancárias, o que reforça a importância da análise técnica das condições ofertadas pelas instituições financeiras em cada caso.

Acesse o Radar CNT do Transporte.

Fonte: Agência CNT Transporte Atual

Relatório “Transporte e a COP30” evidencia participação histórica do setor na agenda climática global

Notícias 06 de fevereiro de 2026

O protagonismo do Sistema Transporte na COP30, realizada em Belém (PA), ganhou registro oficial no Relatório da Atuação Técnica e Institucional do Transporte e a COP30, publicação que consolida ações, articulações e resultados do setor na agenda climática global. O documento evidencia a presença qualificada do transporte brasileiro no maior evento climático do planeta e reforça o papel do Brasil como liderança na construção de soluções voltadas à descarbonização e à mobilidade sustentável.

Ao longo de meses de preparação e atuação durante a Conferência, o Sistema Transporte participou de diálogos técnicos, firmou parcerias com organismos nacionais e internacionais e esteve presente, de forma ativa, em painéis decisivos, ampliando sua influência nos debates estratégicos sobre o futuro da mobilidade e da transição energética.

Os principais números

Durante a COP30, mais de 24 mil pessoas circularam pelos espaços promovidos pelo Sistema Transporte, que incluíram a Estação do Desenvolvimento, na Green Zone; o Pavilhão Internacional do Transporte, na Blue Zone; além de eventos de networking e atividades culturais realizadas na Jambu Arena. Ao todo, foram promovidos 101 painéis técnicos, com a participação de 148 instituições, 28 parceiros e patrocinadores, mais de 7,5 mil interações em ativações e representantes de 39 nacionalidades.

Na Green Zone, a Estação do Desenvolvimento recebeu mais de 10 mil visitantes, com uma programação que reuniu palestras, debates, ativações e cases de boas práticas em transporte sustentável, apresentados por meio do Mural de Soluções e de experiências interativas. Já na Blue Zone, o Pavilhão Internacional do Transporte – o primeiro da história de uma Conferência das Partes – atraiu cerca de 2.300 pessoas e se consolidou como espaço estratégico de articulação política e institucional com governos e organismos internacionais.

O presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, destacou o caráter transformador da participação do setor no evento. “A COP30 é o marco de uma transformação profunda e definitiva na matriz de transporte brasileira. Precisamos ampliar o uso de alternativas limpas, fortalecer os transportes ferroviário e hidroviário e avançar na multimodalidade. Essa mudança exige planejamento, segurança jurídica e cooperação entre governo, órgãos reguladores, entidades e empresas do setor. O transporte brasileiro assumiu seu papel na essência, que é ser parte da solução para a descarbonização, da competitividade e da sustentabilidade, deixando um legado duradouro para o país e o mundo.”

Preparação para a próxima edição da Conferência

Com os resultados alcançados na COP30, o Sistema Transporte já iniciou a organização interna para sua participação na COP31, que será realizada entre os dias 9 e 20 de novembro de 2026, em Antalya, na Turquia, sob um arranjo de presidência compartilhada com a Austrália. A presença brasileira nesse novo ciclo reforça o papel de liderança do setor nas discussões climáticas globais e evidencia a capacidade do transporte nacional de influenciar os rumos da mobilidade sustentável no cenário internacional.

Para o presidente Vander, “esse protagonismo significa assumir responsabilidades estratégicas na construção de soluções coletivas, fortalecendo a imagem do transporte brasileiro como ator comprometido com a descarbonização, a competitividade e a sustentabilidade”.

Acesse o relatório completo.

Fonte: Agência CNT Transporte Atual

Brasil desbloqueia novas rotas comerciais com o sistema TIR da ONU

Notícias 05 de fevereiro de 2026

O Brasil aderiu ao TIR, o único sistema de trânsito global. Esse desenvolvimento histórico abre caminho para um comércio mais eficiente e seguro na América do Sul e em todo o mundo.

O secretário-geral da IRU, Umberto de Pretto, afirmou: “A adesão do Brasil ao sistema global de trânsito TIR é um marco transformador para o país e para a região”.

“Com o TIR, o Brasil pode aumentar significativamente a eficiência e a segurança do comércio com seus países vizinhos e muito além. É isso que o TIR, a parceria público-privada mais antiga da ONU, vem fazendo há mais de 75 anos”, acrescentou.

O sistema TIR, apoiado pela ONU, ajudará o Brasil e a América do Sul a maximizar o investimento no Corredor Bioceânico, que conectará os oceanos Atlântico e Pacífico através do Brasil, Paraguai, Argentina e Chile.

O Corredor Bioceânico reforçará a liderança do Brasil na conectividade regional e elevará seu papel no cenário logístico da América do Sul. No entanto, sua competitividade seria prejudicada sem processos fronteiriços harmonizados. O TIR (Transportes Internacionais Rodoviários) é fundamental para concretizar o potencial do Corredor.

“A combinação desse grande investimento em infraestrutura, com a comprovada ferramenta de facilitação do comércio que é o TIR, é fundamental para o sucesso do Corredor Bioceânico”, afirmou Umberto de Pretto. “A infraestrutura é crucial, mas a harmonização dos processos transfronteiriços também é. Caso contrário, o Corredor corre o risco de se tornar apenas mais uma rota rodoviária, sem a competitividade necessária para atrair investimentos e comércio.”

A IRU criou o TIR em 1949. Tornou-se uma convenção das Nações Unidas em 1959, que mais tarde foi substituída pela atual Convenção TIR em 1975, após o advento da conteinerização, que tornou o TIR aplicável aos movimentos multimodais.

Testado e comprovado, o TIR reduz o tempo de trânsito nas fronteiras em até 92% e diminui os custos de transporte em até 50%.

Mais sobre TIR

Gerido pela IRU sob mandato das Nações Unidas, o TIR permite o transporte de mercadorias de um país para outro, transitando por quantos países forem necessários ao longo do percurso, através de um sistema seguro, multilateral, multimodal e mutuamente reconhecido.

As mercadorias são seladas no ponto de origem e só são reabertas no destino – independentemente do número de fronteiras nacionais que atravessarem.

O TIR também oferece uma garantia financeira para o pagamento de impostos e taxas suspensos.

Fonte: Portal NTC

NTC&Logística promove o primeiro encontro institucional de 2026 na sede da entidade, em Brasília

Notícias 04 de fevereiro de 2026

A NTC&Logística promoveu na terça-feira, dia 3 de fevereiro, um momento especial na sede da entidade, em Brasília: o primeiro encontro institucional de 2026 realizado nas intalações da entidade, após as melhorias estruturais inauguradas em dezembro de 2025. A iniciativa foi selada com um almoço que congregou lideranças setoriais, autoridades e parlamentares.

Conduzido pelo presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi – ao lado do vice-presidente extraordinário de Assuntos Políticos, José Hélio Fernandes, e da assessora de Relações Institucionais, Edmara Claudino –, o evento foi prestigiado com a presença do senador Wellington Fagundes (PL-MT); do presidente do Sistema Transporte, Vander Costa; do vice-presidente do Transporte Rodoviário de Cargas da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Flávio Benatti; do presidente da Seção I – do Transporte Rodoviário de Passageiros da CNT, Rubens Lessa; do diretor de Relações Institucionais da CNT, Valter Souza; da diretora executiva nacional do SEST SENAT, Nicole Goulart; do diretor do Instituto de Transporte e Logística (ITL), João Victor Mendes; do presidente da Federação Interestadual das Empresas de Transporte de Cargas & Logística (FENATAC), Paulo Lustosa, e demais convidados.

Os participantes puderam dialogar sobre temas estratégicos relacionados ao Transporte Rodoviário de Cargas, com foco nas pautas que devem integrar a agenda do setor ao longo de 2026, além das frentes de trabalho que serão desenvolvidas pela NTC&Logística em articulação com o Congresso Nacional, o poder público e entidades representativas.

Com a consolidação desse espaço e da agenda institucional, a sede da NTC&Logística em Brasília reforça seu papel como ambiente permanente de diálogo, articulação e construção de agendas estratégicas, fortalecendo a atuação da entidade junto aos Poderes da República e às lideranças do setor.

Fonte: Portal NTC

CNI aponta juros como responsáveis por desaceleração da indústria

Notícias 03 de fevereiro de 2026

O alto nível da Taxa Selic – juros básicos da economia – foi o principal responsável pela estagnação da indústria no fim de 2025, avaliou a Confederação Nacional da Indústria (CNI), ao comentar a Pesquisa Industrial Mensal, divulgada nesta terça-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo a entidade, o ciclo de juros altos, atualmente em 15% ao ano, encareceu o crédito e drenou o apetite dos consumidores. O cenário foi agravado por uma demanda interna insuficiente e pelo avanço das importações, que capturaram parte significativa do mercado brasileiro, sustenta a CNI.

O diretor de Economia da CNI, Mário Sérgio Telles, avalia como “enorme” o prejuízo causado pelos juros.

“O patamar punitivo da taxa Selic encareceu o crédito ao setor produtivo, que segurou investimentos e reduziu o apetite dos consumidores por produtos industriais. O prejuízo causado pelos juros altos é enorme. Em 2024, com a Selic menor, a demanda doméstica por bens da indústria de transformação cresceu quatro vezes mais do que a demanda registrada até novembro de 2025”, ressaltou Telles, em nota.

Esse enfraquecimento, ressaltou o diretor da CNI, resultou em estoques acima do planejado e na queda de 0,2% na produção da indústria de transformação, que converte matérias-primas em bens de consumo.

A análise da Confederação também alerta para a pressão externa: as compras de bens de consumo no exterior saltaram 15,6% no ano passado. Ao mesmo tempo em que a indústria nacional reduzia o ritmo, os produtos importados preenchiam as lacunas, dificultando qualquer tentativa de recuperação do empresariado local ao longo dos dois semestres de 2025.

Queda na confiança

Esse efeito conjunto impactou severamente o Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei), divulgado no fim de janeiro, que registrou o pior desempenho para o mês em dez anos. Com o indicador operando abaixo dos 50 pontos – linha que separa o otimismo do pessimismo – há 13 meses, a CNI diagnostica um quadro de falta de confiança persistente, o que paralisa investimentos essenciais para a modernização e expansão das fábricas brasileiras.

Para a CNI, sem uma mudança na política de juros e no estímulo à demanda interna, o crescimento deste ano está em risco. A entidade receia que a inércia produtiva e a baixa intenção de contratação se estendam, prejudicando não apenas a indústria de transformação, mas o desempenho de toda a economia nacional no curto prazo.

A pesquisa do IBGE confirmou a perda de fôlego do setor. A produção industrial fechou 2025 com um crescimento de apenas 0,6%, um resultado modesto se comparado à expansão de 3,1% registrada em 2024. O levantamento oficial detalha que a desaceleração ganhou força no segundo semestre, acompanhando justamente o aperto monetário.

Fonte: Portal NTC

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