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Potencialidades e gargalos do ES em discussão no segundo dia da Modal Expo 2026

Potencialidades e gargalos do ES em discussão no segundo dia da Modal Expo 2026

A combinação entre logística eficiente, competitividade e transformação tecnológica esteve no centro dos debates do segundo dia da Modal Expo 2026, que encerra nesta quinta-feira, 18 de junho, no Pavilhão de Carapina, na Serra. Reunindo o gerente-executivo de Estatística e Pesquisa da CNT, Jefferson Cristiano, o presidente da Fetransportes, Renan Chieppe, e o diretor comercial da Transportadora Jolivan, Ramon Paganini, o painel Infraestrutura e Transporte de Cargas: por que o Espírito Santo está no centro da logística nacional, mediado pelo presidente do Transcares, Luiz Alberto Teixeira, jogou luz às potencialidades e principais desafios do Estado neste momento.

Promovida pelo Sindiex, Sincades e Transcares, com realização da Milanez & Milaneze e da Liga de Marketing, a Modal Expo 2026 reúne mais de 120 expositores e tem expectativa de movimentar cerca de R$ 100 milhões em negócios, consolidando-se como a maior feira de logística, transporte e comércio exterior do Espírito Santo.

Em cerca de uma hora, Jefferson, Renan e Ramon abordaram temas estratégicos para o futuro da logística, do transporte e da competitividade.

Defendendo a ideia de que “logística é eficiência”, o presidente da Fetransportes reforçou a necessidade do uso combinado dos modais para que o Estado aproveite toda a sua vocação e sustente os ciclos de crescimento que estão por vir.

“A solução para o Espírito Santo transformar seu potencial em liderança efetiva no transporte nacional de cargas passa pela intermodalidade”, resumiu, citando, como exemplo, a logística eficiente que marca o transporte de soja no Brasil. Devido às extensas distâncias do campo aos portos, a multimodalidade reduz custos de frete e eleva a competitividade do grão no mercado global.

A intermodalidade passa, obrigatoriamente, pelo modal rodoviário e aí entra a CNT, como um importante reforço, uma vez que divulga frequentemente estudos sobre infraestrutura e qualidade das rodovias brasileiras. Questionado por Teixeira sobre como o Espírito Santo aparece no nesse cenário nacional, Jefferson Cristiano admite que a malha capixaba está melhorando, segundo o estudo da confederação. Contudo, admite, ainda existem gargalos.

“Notamos evolução e melhoria nas rodovias concessionadas. Mas onde não existe o investimento da iniciativa privada, tais avanços não acontecem, o que aumenta o custo operacional do transporte em cerca de 30%”, calcula o executivo.

Do ponto de vista de quem vive a operação diariamente, a fala de Jefferson faz todo o sentido. São muitos os gargalos, que afetam não apenas a produtividade, mas também prazo e segurança.

“Temos muitos gargalos, mas burocracia e infraestrutura são, em minha opinião, os mais relevantes. Operamos num setor altamente regulado e que, ao que tudo indica, ficará mais ainda. E no tocante à segurança, por mais que as coisas estejam caminhando, acho que no Espírito Santo estão aquém do que precisamos. Na empresa, fazemos controle de jornada e de velocidade. Mas nem sempre conseguimos cumprir prazos, o que aumenta custos, gera mais esforço por parte do motorista e mais risco. É um ciclo sem fim.”

Mais da programação



Além do debate estratégico para o futuro da logística, do transporte e da competitividade, a integração regional também esteve em pauta na programação desta quarta-feira (17) durante o Fórum Infraleste – Infraestrutura e Integração Logística do Arco Leste.

O encontro reuniu representantes das federações das indústrias do Espírito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia para debater corredores logísticos, infraestrutura de transporte e projetos capazes de fortalecer a conexão entre os estados e ampliar a competitividade do Arco Leste brasileiro.

Outro tema de relevância foi a Reforma Tributária. Reunindo representantes do governo do Estado e municipal, da Receita Federal, da academia e especialistas do setor, o painel “Reforma Tributária na prática: impactos operacionais, transição e estratégias para o novo cenário” discutiu os desafios da implementação do novo sistema tributário, seus reflexos sobre as operações logísticas e os caminhos para que empresas e governos se adaptem ao novo ambiente de negócios.

No Palco Comex, o painel “Espírito Santo na prática: Cases reais de operações de importação e comércio exterior” apresentou experiências de empresas que atuam diretamente no mercado internacional, reforçando o papel do Espírito Santo como uma das principais portas de entrada e distribuição de produtos para o mercado brasileiro.

Já no Palco Cadeia de Abastecimento, lideranças empresariais debateram como grandes organizações estão redesenhando seus centros de distribuição para ganhar eficiência operacional, competitividade e sustentabilidade, acompanhando as transformações que vêm moldando a logística moderna.

A programação do segundo dia também incluiu visita técnica ao Terminal de Vila Velha (TVV), operado pela Log-In, proporcionando aos participantes uma imersão prática em uma das principais estruturas portuárias do Espírito Santo. Paralelamente, as rodadas de negócios promovidas pelo Sebrae/ES seguiram conectando empresas, fornecedores e compradores, ampliando oportunidades comerciais e fortalecendo o ambiente de geração de negócios.

Confira a programação da Modal Expo 2026 desta quinta-feira (18): https://modalexpo.com.br/

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