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Metade dos brasileiros defende proibição de propaganda eleitoral criada com IA
Pesquisa CNT/MDA revela que 49,8% são favoráveis à proibição de qualquer conteúdo desse tipo e 34,3% são contra aos que utilizam fake news
A IA (inteligência artificial) entra na campanha eleitoral de 2026 cercada de ressalvas entre os brasileiros. Segundo a 169ª rodada da Pesquisa CNT de Opinião, realizada pela Confederação Nacional do Transporte em parceria com o Instituto MDA Pesquisa, 49,8% dos entrevistados defendem a proibição de qualquer vídeo ou propaganda de candidatos produzido com inteligência artificial.
Outros 34,3% consideram que a proibição deveria ser apenas a conteúdos que utilizem fake news sobre os candidatos. Já liberação de qualquer tipo de vídeo ou propaganda criado com inteligência artificial é defendida por apenas 8,9% dos entrevistados, enquanto 7% não souberam ou não responderam.
Somadas, as duas alternativas que preveem algum tipo de proibição alcançam 84,1% das respostas.
IA e informação eleitoral
O tema ganha relevância também diante da forma como os brasileiros pretendem acompanhar a campanha de 2026. As redes sociais foram apontadas por 45,6% dos entrevistados como o principal meio para obter informações e notícias sobre as eleições.
A combinação dos resultados coloca o uso da inteligência artificial entre as novas questões que passam a fazer parte do ambiente eleitoral de 2026, em uma campanha na qual a circulação de informações pelas redes sociais terá presença relevante.
Metodologia
A 169ª rodada da Pesquisa CNT de Opinião foi realizada pelo Instituto MDA Pesquisa entre 5 e 9 de agosto de 2026, com 2.002 entrevistas em todas as regiões do país. A coleta foi feita de forma presencial, em domicílios e pontos de fluxo. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-06935/2026.
Acesse aqui a 169ª rodada da Pesquisa CNT de Opinião na íntegra.
Por Agência CNT Transporte Atual