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CNT defende renovação de frotas como estratégia urgente para descarbonizar o transporte

Notícias 26 de novembro de 2025

Belém (PA) - Respirar ar mais limpo, reduzir doenças respiratórias e tornar o transporte de cargas mais eficiente não são metas distantes; elas dependem de políticas que incentivem a renovação da frota que circula nas estradas brasileiras. Veículos mais antigos tendem a emitir mais poluentes e impactam diretamente a saúde das pessoas e o equilíbrio ambiental. Nesse sentido, modernizar a frota representa também uma oportunidade de melhorar a qualidade de vida e acelerar a transição para um futuro mais sustentável.

Na Estação do Desenvolvimento, na Green Zone da COP30, o analista de Transporte da CNT, Gustavo Willy, apresentou a palestra “Impactos Ambientais e Econômicos advindos da Renovação de Frotas no Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil”. Ele destacou que a renovação de frotas é uma estratégia imediata para avançar na descarbonização, considerando que os veículos elétricos ainda têm custo elevado – podendo chegar a até três vezes o preço de modelos convencionais no caso de ônibus e caminhões pesados. “Um automóvel elétrico custa cerca de 50% a mais que um convencional. Mas quando falamos de ônibus ou caminhões pesados, esse custo pode chegar a duas vezes o valor de um veículo a diesel. Então, como é que a gente vai fazer a transição energética de uma hora para outra? Isso é improvável.”

Segundo ele, é necessário adotar estratégias em diferentes horizontes de tempo. Enquanto os veículos elétricos ainda são uma solução de médio e longo prazo, a renovação da frota oferece ganhos ambientais e sociais imediatos, com menor esforço. Para isso, a CNT reuniu dados e projetou cenários, avaliando o potencial de redução de poluentes atmosféricos, como monóxido de carbono, hidrocarbonetos, metano e material particulado, que têm impacto direto na saúde pública.

Gustavo lembrou que o Brasil possui o Proconve (Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores), criado em 1986, que estabelece limites cada vez mais rigorosos de emissão. “Um veículo de 1989 podia emitir 60 vezes mais material particulado do que um veículo atual. Isso mostra o quanto a tecnologia embarcada e a renovação da frota trazem ganhos gigantescos para a saúde pública e para o meio ambiente.”

Nos cenários analisados pela CNT, a renovação de frotas apresenta forte impacto ambiental e econômico. Retirar de circulação os veículos mais antigos (P0) representaria apenas 11% da frota, mas reduziria 33% das emissões de poluentes atmosféricos. Já um cenário mais amplo, substituindo todos os modelos fabricados até 2012 por veículos atuais (P8), poderia cortar 95% das emissões, exigindo a renovação de 86% da frota.

O esforço financeiro, porém, é significativo: mais de R$ 1,16 trilhão, equivalente a um ano de PIB brasileiro. Mesmo considerando o valor venal dos veículos antigos, o custo líquido seria de R$ 845 bilhões. Willy destacou ainda que retirar apenas caminhões com mais de 13 anos de uso já traria ganhos expressivos, reduzindo 80% das emissões a um custo de R$ 529 bilhões.

Ele reforçou que os cenários servem como base para orientar políticas públicas: “A projeção de cenários é para isso: enxergar o tamanho do esforço e o que precisaria ser realizado para atingir cada meta. Qual seria o cenário mais factível para o Brasil? É isso que precisamos discutir”, ponderou.

Ao final, apresentou propostas da CNT para viabilizar a renovação de frotas no Brasil. Entre elas, programas acessíveis a diferentes perfis de transportadores — desde autônomos até grandes frotistas; criação de fóruns de discussão envolvendo governo, sociedade civil e setor privado; estímulo ao mercado de reciclagem e à logística reversa de veículos antigos; incentivos fiscais e melhores condições de financiamento; e garantia de que a renovação siga os princípios da economia circular.

“Um transportador autônomo, que tem um único veículo, não pode simplesmente se desfazer dele sem apoio. Precisamos de programas robustos, que atendam a todas as realidades e que reconheçam o valor da reciclagem automotiva. Senão, vamos criar pilhas de resíduos valiosos sem aproveitar seu potencial”, concluiu.

Por Agência CNT Transporte Atual

SETCEPAR trabalha em conjunto com entidades do setor de Transporte Rodoviário de Cargas na discussão sobre o Frete Mínimo

Notícias 26 de novembro de 2025

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aumentou, em 2025, a aplicação de multas por descumprimento do valor mínimo de frete. De acordo com dados da Agência, entre janeiro a outubro, foram mais de 37,5 mil autuações por supostas irregularidades no piso do frete, quase nove vezes o total de 4,3 mil infrações registradas ao longo de todo o ano anterior.

Com o objetivo de acompanhar a Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas (PNPM-TRC), a ANTT implementou, em 6 de outubro, um novo sistema de fiscalização on-line da tabela de frete. Por meio da Nota Técnica nº 2025.001, elaborada a pedido da Superintendência de Serviços de Transporte Rodoviário e Multimodal de Cargas (SUROC), foram incluídas novas validações no Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e), tornando mais precisos os cruzamentos de dados entre as operações de transporte e a tabela vigente de pisos mínimos.

O presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas no Estado do Paraná (SETCEPAR), Silvio Kasnodzei, reconhece a importância da remuneração justa para a sustentabilidade econômica do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), mas aponta para os desafios práticos significativos e a insegurança jurídica que permeiam a aplicação dessa medida. “A fiscalização do frete mínimo impacta diretamente a estrutura de custos das operações de transporte, e a entidade busca garantir que esses custos sejam justos e que a fiscalização não se torne um entrave burocrático excessivo.”

Entre os desafios encontrados, a entidade entende que uma fiscalização excessivamente rígida ou uma tabela que não acompanhe a dinâmica do mercado podem gerar efeitos adversos, como informalidade, o aumento dos custos logísticos para o embarcador e até mesmo a inviabilidade de algumas operações de transporte. A discussão sobre o frete mínimo e sua fiscalização é importante para mediar os interesses conflitantes de todos os elos da cadeia logística, buscando um equilíbrio entre a viabilidade econômica dos transportadores e os impactos sistêmicos na economia do país.

Em uma análise da situação atual do setor, para Paulo Carvalho, diretor do SETCEPAR, o embarcador tem que entender que o piso mínimo é o cálculo do custo e, para que uma transportadora tenha margem, o valor do frete tem que ser um pouco acima do piso. Outro ponto é que muitas transportadoras não conseguem mais operar com terceiros. “Essa negociação junto aos embarcadores está muito difícil porque, muitas vezes, eles estão dentro do piso e também porque não estão sendo notificados ou multados no momento.”

Para Tiago Dallagrana, diretor da entidade, as infrações têm gerado grandes mudanças nas operações, algumas positivas, provocando reajustes de tarifas já defasadas em vários segmentos. Por outro lado, a forma como é feita também resultou em reajustes significativos em alguns tipos de veículos, tornando certas operações muito onerosas trazendo dificuldades para conseguir carregá-los. “O sistema não consegue compreender, de fato, a dinâmica das operações e gera muitas infrações que, quando analisadas de perto, não fazem sentido, como é o caso de cargas fracionadas, agregados e milk run, entre outras.”

Dessa forma, o SETCEPAR, em conjunto com outras entidades representativas do TRC, desenvolve uma atuação multifacetada para aprimorar e garantir uma fiscalização efetiva.

Entre essas atividades, estão a realização de eventos informativos e fóruns voltados à capacitação; disseminação de informações técnicas para a correta aplicação da legislação do frete mínimo; oferta de apoio jurídico especializado e orientação estratégica às empresas associadas, abrangendo questões relacionadas à fiscalização e à correta aplicação do frete mínimo, garantindo a defesa de seus direitos e interesses.

No dia 1o de dezembro, será realizada uma audiência pública com o objetivo de colher subsídios para aprimorar a Resolução que trata das regras gerais, metodologia e coeficientes dos pisos mínimos. 

Para Kasnodzei, os pontos que deveriam ser considerados para essa discussão são sustentabilidade no Transporte Rodoviário de Cargas, entre eles, a metodologia de cálculo do frete; maior clareza e fácil acesso às informações da tabela de frete e suas regras de aplicação e aprofundamento na corresponsabilidade dos embarcadores no cumprimento do frete mínimo. “O objetivo é equilibrar os interesses da cadeia produtiva, buscando um consenso que resulte em um ambiente de negócios mais justo e eficiente. Esta abordagem visa soluções concretas que beneficiem todo o setor”, explica.

Por fim, o SETCEPAR considera o piso mínimo de frete como um instrumento necessário para a viabilidade e competitividade do transporte rodoviário de cargas. Contudo, a entidade trabalha por ajustes e aprimoramentos contínuos, visando harmonizar a regulamentação com as complexidades e a dinâmica da realidade operacional do transporte de cargas no cenário brasileiro.

Sobre o SETCEPAR

Fundado em 1943, o Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas no Estado do Paraná (SETCEPAR), entidade que representa as empresas de transporte de cargas no estado do Paraná, nasceu visando representar os empresários do setor de Transporte Rodoviário de Cargas da região em variadas atividades, como em negociações coletivas de trabalho e em aproximação com autoridades e com autarquias municipais, estaduais e federais, bem como com a imprensa.

Com 82 anos de história, a entidade, hoje, representa empresas em 265 cidades do estado, oferecendo aos associados diversos serviços e eventos para fomentar melhorias no Transporte Rodoviário de Cargas local e nacional.

Fonte: SETCEPAR

Soluções do transporte ganham destaque na conferência climática

Notícias 25 de novembro de 2025

Belém (PA) - A Estação do Desenvolvimento, instalada na Green Zone da COP30, tornou-se um espaço de referência para quem busca compreender como o setor de transporte e logística brasileiro está avançando em práticas sustentáveis. O ambiente reuniu 34 cases de boas práticas, selecionados a partir de um chamamento público lançado pelo Sistema Transporte, que convidou empresas, entidades e instituições a inscreverem suas experiências de inovação e sustentabilidade.

O Mural das Soluções do Transporte

Logo na entrada da Estação, os visitantes foram recebidos pelo Mural das Soluções do Transporte, disposto em formato de “S” e totalmente digital. Esse mural apresentou dez cases distribuídos para que cada pessoa que chegasse ao espaço tivesse contato direto com as iniciativas enquanto aguardava para participar das ativações e dos painéis da arena de debates.

Mais do que um espaço de recepção, o Mural das Soluções funcionou como uma vitrine dinâmica da inovação no transporte. Cada case apresentado exemplificou resultados e avanços em descarbonização, eficiência energética, inclusão social, inovação tecnológica e proteção ambiental. A curadoria destacou um setor em movimento, em que práticas sustentáveis já estão sendo aplicadas e apontam caminhos reais para uma mobilidade mais limpa, justa e resiliente.

Além dos cases do hall principal, outros 24 projetos completaram a exposição, trazendo soluções em mobilidade verde, finanças sustentáveis, inovação tecnológica e conservação ambiental. Conheça todos eles:

  1. Bravo Serviços Logísticos – Projeto de Descarbonização Bravo: biometano no transporte pesado - Instalou posto off grid em Paulínia (SP) e opera 23 caminhões a gás. O biometano, feito de resíduos orgânicos, reduz até 95% das emissões e oferece solução escalável para descarbonizar o transporte rodoviário.
  2. Grupo SADA – Remanufatura de Cegonhas a GNV - Primeira frota nacional de cegonhas movidas a GNV (gás natural veicular). Já são 19 unidades em operação, com a meta de 35 até o fim de 2025. A iniciativa reduziu entre 15% e 30% das emissões de CO2 e fortalece a mobilidade verde.
  3. Reiter Log – Case dos Pitstops de Abastecimento de Biometano - Implantou quatro postos próprios em São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul, com mais de 24 mil abastecimentos e 3,7 milhões de m³ de biometano até agosto de 2025. A iniciativa evitou 7.999 toneladas de CO2e (dióxido de carbono equivalente) e posiciona a empresa como peça-chave na transição energética do transporte rodoviário.
  4. VLI – Infraestrutura resiliente: como a VLI mapeia, monitora e mitiga impactos de desastres naturais na ferrovia - desde 2018, a VLI investe em sensores, visão computacional, fibra óptica e telemetria para monitoramento climático e geológico 24h. A automação do protocolo de chuvas em 2024 e 2025 permitiu interdições preventivas eficazes, aumentando a segurança e a resiliência da infraestrutura ferroviária diante de eventos extremos.
  5. Rumo Logística – Green Bonds para Financiar a Descarbonização da Ferrovia - Primeira emissão de green bonds do setor ferroviário na América Latina, captando USD 500 milhões. Os recursos financiaram locomotivas mais eficientes e a expansão da malha, com redução de 39% nas emissões específicas entre 2015 e 2022.
  6. Transportes Bertolini – Projeto Itucumã - Reserva de biodiversidade com mais de 180 mil hectares nos municípios de Autazes e Coari, no Amazonas. Além da preservação da flora e da fauna, gera emprego e renda para comunidades locais e captura bilhões de toneladas de gases de efeito estufa.
  7. Hidrovias do Brasil – Programa Aceleraê - Capacitação de jovens em áreas portuárias vulneráveis, com mais de 200 participantes formados. O programa promove inclusão social e oportunidades de trabalho, com impacto mensurável (SROI de 1,91:1).
  8. Fetranspar – Microcorredores Sustentáveis - Projeto-piloto realizado em Toledo (PR) que utiliza biometano como combustível-ponte, envolvendo 70 caminhões de transporte de ração. Reduz até 89% das emissões de GEE (gases de efeito estufa) e fortalece a economia local.
  9. Aerom Sistemas de Transporte – Eficiência Energética e Mobilidade Sustentável: case de aeromóvel - Sistema 100% elétrico e automatizado, está em operação no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre (RS), e em implantação em Guarulhos (SP). O consumo energético é até 40% inferior a modais como BRTs e VLTs.
  10. Unicamp – Programa Brave com Agave - Parceria com a Shell e outras instituições para transformar o agave em bioenergia e biomassa industrial. O projeto gera desenvolvimento social e econômico em regiões semiáridas e contribui para a captura de carbono.
  11. Petrobras - Diesel R - Diesel R da Petrobras (R5 e R10), é coprocessado com conteúdo renovável (5% e 10%) e não exige adaptações nos motores.
  12. Infra S/A - Componente Quilombola: Ferrovia de Integração Oeste-Leste.
  13. Rumo Logística - Descarbonização da Ferrovia - grupo de trabalho para desenvolver indicadores de eficiência e revisar processos, colocando o combustível no centro das decisões.
  14. Rumo Logística – Hibridização de locomotivas, otimização da condução ferroviária e inteligência de gestão para reduzir emissões.
  15. Rumo Logística - Otimizando a Condução para Reduzir Emissões GEE no Transporte Ferroviário de Cargas.
  16. Pacto Global - Clínicas HUB de Biocombustíveis e Elétricos - Espaço de conhecimento e conexão para acelerar a descarbonização.
  17. Nac Log  Marketplace de economia circular para autopeças pesadas, evitando desperdício e reduzindo emissões.
  18. Ecosave – Sistema híbrido de hidrogênio para veículos pesados, com a redução de custos e poluentes.
  19. Porto do Açu – Projeto de combustível marítimo sustentável produzido a partir de CO2 capturado da atmosfera.
  20. Pizzattolog - Logística com governança ESG, investimentos contínuos e inovação que conecta eficiência à descarbonização.
  21. Rumo Logística S/A. - Viveiro Sustentável: Inovação e Recuperação de Ecossistemas Atrelados ao Desenvolvimento Ferroviário - A iniciativa promove a conservação de habitats, a recuperação de recursos naturais e a educação ambiental.
  22. Rumo Logística - Da Escuta à Pactuação: A Experiência da CLPI na Ferrovia Estadual Senador Vicente Emílio Vuolo.
  23. Simple Carbon – Simple Carbon - Mede emissões e descarboniza o transporte em escala global.
  24. Zero Carbon Logistics S.A. – Do Brasil para o Mundo: Transporte Sustentável com Frota Elétrica, GNL, Armazenagem Inteligente e Compensação de Carbono.
  25. Sistema Transporte; Motiva; CEBDS; Observatório de Mobilidade do Insper – Coalizão dos Transportes.
  26. Sistema Transporte – Projeto Proteção - Promove ações de mobilização, sensibilização e capacitação de profissionais e comunidades, integrando educação, prevenção e incentivo à denúncia.
  27. Sistema Transporte – Programa Despoluir - Mais de 5 milhões de avaliações veiculares ambientais realizadas.
  28. Grupo SADA – Faça Bonito - Mobiliza empresas, colaboradores e comunidades no enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes.
  29. Santos Brasil Participações S.A – Caminho para a Neutralidade - O Plano de Transição Climática da Santos Brasil.
  30. VLI – Novo Trilho: a transformação do resíduo em valor - Promove educação ambiental e geração de renda para comunidades próximas às operações ferroviárias.
  31. JNR Transportes e Logística Ltda.  JNR Logística sem Bitucas - Instalação de bituqueiras especiais e orientação a colaboradores e motoristas. A empresa implementou a logística reversa: as bitucas coletadas são enviadas à usina Poiatto Recicla, em Votorantim (SP).
  32. ATP (Associação de Terminais Portuários Privados DAC-TO-SEA) – Diagnóstico de Sustentabilidade.
  33. Grupo SADA - Diagnóstico de Sustentabilidade - O novo centro automotivo baseia-se em tecnologias que permitem a desmontagem, rastreabilidade e reutilização de metais, plásticos e vidros no ciclo produtivo.
  34. Braspress – CAOB (Centro de Apoio Operacional Braspress) - Criado para otimizar os processos de coleta e entrega na Região Metropolitana de São Paulo, diante dos desafios de alta densidade urbana, tráfego intenso e rotas complexas.

A Estação do Desenvolvimento é uma iniciativa colaborativa que reúne diversos setores comprometidos com o avanço sustentável e inclusivo do país. Com a realização do Sistema Transporte e correalização dos ministérios das Cidades, dos Portos e Aeroportos e dos Transportes, o projeto contou com o patrocínio da MoveInfra, Abac, ATP, Gol, Eletra e ClickBus. O apoio institucional foi garantido por organizações nacionais e internacionais, como Pacto Global, Abani, Instituto Ethos, IOE, Childhood, Apex Brasil, SLOCAT, CEBDS, Iris/GIST Impact e Unicamp. Como parceiros estratégicos, MWM, Loxam – A Geradora e TikTok reforçaram o compromisso com a inovação e a responsabilidade social, promovendo ações que contemplam todas as vozes e impulsionam o desenvolvimento coletivo.

Por Agência CNT Transporte Atual

Avança projeto de Renata Abreu que acaba com ‘cobrança dupla’ em pedágios

Notícias 25 de novembro de 2025

O projeto de lei da deputada Renata Abreu (SP) que acaba com a chamada ‘cobrança dupla’ em pedágios avançou mais uma etapa na Câmara dos Deputados. A proposta garante ao motorista o direito de atravessar novamente a praça sem pagar outra tarifa quando já tiver passado pelo mesmo local nos últimos 20 minutos.

O texto, que já havia sido aprovado por unanimidade na Comissão de Viação e Transportes (CVT), recebeu agora parecer favorável na Comissão de Finanças e Tributação (CFT). O próximo passo é a análise na Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJC), última etapa antes de seguir ao Senado. Como o PL tramita em caráter conclusivo, não precisará passar pelo plenário da Câmara.

Para Renata, a medida é uma questão de justiça com quem usa as rodovias todos os dias e não pode ser penalizado por situações simples no trânsito. “O motorista que erra o caminho e precisa retornar ou faz deslocamentos curtos não deve pagar duas vezes pela mesma praça de pedágio. Essa cobrança repetida pesa no bolso das famílias e não faz sentido algum. O projeto traz bom senso e respeito ao cidadão”, afirmou a deputada e presidente nacional do Podemos.

Segundo a deputada Renata Abreu, o seu projeto de lei torna o sistema mais justo e transparente para os usuários das rodovias federais. As regras estão previstas no Projeto de Lei 5366/2016.

Fonte: Estradas.com.br

Ministério dos Transportes planeja 21 leilões de rodovias e ferrovias em 2026, com R$ 288 bi de obras

Notícias 24 de novembro de 2025

O Ministério dos Transportes anunciou, nesta terça-feira (25), uma carteira de leilões para 2026 com 13 licitações de concessões rodoviárias e 8 de ferrovias, com uma previsão de R$ 288 bilhões de investimentos — R$ 148 bilhões em estradas e R$ 140 milhões em trilhos.

No setor ferroviário, a gestão lançou uma política pública com diretrizes para o setor, junto com uma carteira de projetos de R$ 140 bilhões em capex (investimento em bens de capital) na malha ferroviária, e R$ 650 bilhões de recursos no total, em 9 mil km de trilhos, segundo a apresentação.

O governo prevê que será necessário aportar ao menos 20% do volume de investimentos para fechar lacunas de viabilidade econômica dos projetos, em torno de R$ 28 bilhões e R$ 30 bilhões, segundo o ministro de Transportes, Renan Filho (MDB-AL). Esses valores deverão ser aplicados como contribuição pública em Parcerias Público-Privadas, para viabilizar os projetos.

A política pública lançada pelo ministério prevê um foco na exploração imobiliária pela concessionária da ferrovia, como forma de aumentar a atratividade do projeto. Além disso, o programa traz diretrizes para o transporte ferroviário de passageiros, com a previsão de aproveitamento de malha ferroviária ociosa. “Ainda não incluímos todos os projetos de ferrovias de passageiros, porque ainda vamos discutir os ‘gaps’ de viabilidade”, disse o ministro.

“Há um esforço grande para sair da inércia em ferrovias. É a primeira política pública de ferrovias”, afirmou George Santoro, secretário-executivo do ministério, na apresentação.

Pelo cronograma divulgado, estão programadas as licitações do Corredor Minas-Rio, em abril; o Anel Ferroviário Sudeste, em junho; a Malha Oeste, em julho; o Corredor Leste-Oeste, em agosto; a Ferrogrão, em setembro; e em dezembro outros três blocos fruto da Malha Sul, o Corredor Paraná-Santa Catarina, Corredor Rio Grande e Corredor Mercosul.

“Alguns projetos podem precisar de um pouco mais [de prazo], se precisar a gente ajusta”, disse o ministro.

Já no setor rodoviário, são 13 projetos previstos, incluindo licitações de novos contratos e repactuações contratuais. No total, a previsão é gerar investimento de R$ 148 bilhões.

De acordo com o cronograma divulgado, em março haverá a concorrência da Rota dos Sertões, da repactuação da Rodovia Régis Bittencourt, da Arteris, e a Rotas Gerais. Em abril, está programada a disputa pela concessão renegociada da Rota Arco Norte, da BR-163 entre Mato Grosso e Pará. Em junho, está prevista a otimização da Rota do Pequi e, em julho, a da Rota Litoral Sul.

Em agosto foi marcado o leilão da Rota Portuária do Sul no Rio Grande do Sul; em setembro, a disputa pela repactuação da Rota Planalto Sul; em outubro, a da Rodovia Transbrasiliana. Em novembro há previsão de três projetos: os leilões da Rota 2 de Julho e dos Lotes 1 e 3 das Rodovias Integradas de Santa Catarina. Por fim, em dezembro há previsão da licitação da Rota Integração do Sul.

ONTE: Valor Econômico

Suspensão de CNPJ de empresas que vendem carga roubada é aprovada na Câmara dos Deputados

Notícias 24 de novembro de 2025

A Câmara dos Deputados aprovou na noite dessa terça-feira (18), por meio de um destaque de plenário no Projeto de Lei 5.582/2025 (Combate ao Crime Organizado), uma emenda que permite a suspensão e o cancelamento do CNPJ de empresas envolvidas na venda ou receptação de carga roubada. A medida, articulada e priorizada pela CNT, é considerada um avanço capaz de desestruturar a cadeia criminosa responsável por prejuízos bilionários ao setor de transporte e visa também reforçar a segurança nas estradas do país.

A aprovação da emenda estabelece a suspensão do CNPJ como efeito da condenação penal e seu cancelamento em casos de reincidência, atingindo diretamente a estrutura empresarial que financia o crime organizado. A proposta, prioridade na agenda da institucional da CNT desde o primeiro ano do mandato do presidente Vander Costa, foi defendida em plenário pelo deputado Fernando Marangoni (União-SP), autor da proposta, e aprovada por unanimidade, sendo agora enviada para apreciação do Senado Federal.

O presidente da CNT, Vander Costa, destacou que a aprovação da proposta representa um avanço no enfrentamento à criminalidade que atinge o transporte de cargas em todo o país. “É uma medida esperada e necessária para fortalecer a atividade e proteger quem trabalha nas estradas, além de reduzir o impacto desse crime no preço final dos produtos para a sociedade”,

afirmou. O presidente pontou ainda que ao prever o cancelamento do CNPJ de empresas que se aproveitam do esquema criminoso, o projeto contribui para desestruturar a cadeia de receptação e dar mais segurança jurídica e operacional para o setor.

O diretor de relações institucionais da CNT, Valter Souza, celebrou a conquista. “É uma grande conquista para o setor. Há anos defendemos medidas estruturais mais firmes contra o roubo de cargas. A previsão de cancelamento do CNPJ das empresas que atuam deliberadamente para dar sustentação a esse tipo de crime representa uma resposta madura do Estado a uma demanda histórica do setor produtivo. Só há roubo da carga porque existe quem vende esse produto”, declarou.

A suspensão do CNPJ é vista como um mecanismo direto para cortar o financiamento das facções criminosas. “O objetivo é neutralizar essa estrutura que financia o crime organizado e as facções, e não apenas penalizar pessoalmente os receptadores”, disse o deputado Marangoni ao defender o destaque no plenário. Marangoni, que atuou como relator do projeto anterior na Comissão de Constituição e Justiça (CCJC), reescreveu a proposta original para incluir a suspensão antes do cancelamento, garantindo que a punição ocorra após o trânsito em julgado e a devida comprovação do crime. O novo texto respeita o direito de ampla defesa das empresas e dá a possibilidade para aquelas que não sabiam sobre a origem da carga buscarem corrigir o erro.

Atuação da CNT e tramitação

O tema da suspensão do CNPJ tem sido uma pauta prioritária para a CNT. Em 2019, o deputado Diego Andrade (PSD/MG), em diálogo com a Confederação, apresentou o Projeto de Lei 6.260/2019, que aborda o perdimento do CNPJ para empresas que compram e vendem carga roubada.

Esse projeto foi apensado ao PL 770/2015, que trata do roubo de cargas. Após um período de tramitação e ajustes regimentais, a emenda foi apresentada em plenário no PL 5.582/2025 (combate ao crime organizado), que estava sendo relatado pelo deputado Guilherme Derrite, por meio de um destaque articulado com o deputado Neto Carletto (Avante-BA).

No ano de 2018 um projeto que incluía o tema chegou a ser aprovado e relatado pelo senador Pacheco. Contudo, foi vetado pelo então presidente da República, Jair Bolsonaro, sob a alegação de que a legislação não havia o direito ao contraditório e a ampla defesa. A nova aprovação na Câmara dos Deputados reflete o esforço da CNT para superar os obstáculos e garantir a efetividade da medida, bem como defender os interesses do setor.

Impacto econômico e social do roubo de cargas

A necessidade da nova legislação é justificada pelo grave cenário de insegurança no transporte de cargas no Brasil. Em 2022, o país registrou 13.089 casos de roubo de cargas, totalizando um prejuízo de cerca de R$ 1,2 bilhão. A região Sudeste concentra a maioria das ocorrências, com 85,18% dos casos. Além do prejuízo financeiro, o crime aumenta o custo final do frete, encarece

serviços de gerenciamento de riscos e seguros, e coloca em risco a vida dos trabalhadores do volante.

A Confederação defende que a nova lei é fundamental para desestimular a venda e a receptação de produtos roubados, ao prever o cancelamento do CNPJ quando a pessoa jurídica for constituída para permitir, facilitar ou ocultar o crime de receptação. A proposta também irá auxiliar na segurança dos profissionais do volante já que deverá desestimular o roubo de mercadorias evitando assim que os motoristas passem por situações de risco em casos de assaltos a mão armada e com uso de violência.

Próximos Passos

Com a aprovação na Câmara, o texto que consta a suspensão do CNPJ será agora enviado ao Senado Federal para análise e votação. A CNT continuará o trabalho de diálogo institucional no Senado para garantir a aprovação final da medida e sua posterior sanção presidencial, consolidando a vitória do setor produtivo e de transportes.

 

Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados 

Presidente Eduardo Rebuzzi participará da Série Debates – Logística no Brasil, realizada pela Editora Globo

Notícias 24 de novembro de 2025

O presidente da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) e da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Rio de Janeiro (FETRANSCARGA), Eduardo Rebuzzi, participará como palestrante da próxima edição da Série Debates – Logística no Brasil, promovida pela Editora Globo. O evento acontecerá no dia 26 de novembro, das 10h às 11h30, e reunirá autoridades, especialistas e lideranças empresariais para discutir os desafios logísticos e os impactos dos novos investimentos em infraestrutura na região Sudeste.

A Série aborda temas estruturais do país e, nesta edição, coloca em evidência o paradoxo vivido pela região mais rica do Brasil: apesar de concentrar grande parte da atividade industrial nacional, o Sudeste ainda enfrenta gargalos históricos na malha rodoviária, dificuldades de integração modal e limitações que afetam sua competitividade econômica.

A participação de Rebuzzi reforça o protagonismo do Transporte Rodoviário de Cargas no debate sobre políticas públicas, financiamento, corredores logísticos e soluções para a expansão da infraestrutura necessária ao desenvolvimento do país.

Programação

10h | PAINEL 1

Política nacional e financiamento de infraestrutura: diretrizes dos governos, instrumentos de fomento e projetos prioritários no Sudeste e no Rio de Janeiro

10h50 | PAINEL 2

Intermodalidade e ferrovias: corredores logísticos, ampliação ferroviária e integração com portos e polos industriais

11h30 | Encerramento

Palestrantes confirmados

  • Jorge Bastos – Presidente da Infra S.A.
  • Luciana Costa – Diretora de Infraestrutura de Transição Energética do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social)
  • George Santoro – Secretário-Executivo do Ministério dos Transportes
  • Mauro Ribeiro Viegas Filho – Diretor-Executivo e Presidente do Conselho Empresarial de Infraestrutura da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro)
  • Ulisses Oliveira – Diretor de Assuntos Corporativos e Sustentabilidade do Porto Sudeste
  • Gabriela Costa – Diretora Executiva da Associação de Terminais Portuários (ATP)
  • Eduardo Rebuzzi – Presidente da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) e da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Rio de Janeiro (FETRANSCARGA)

Assista ao vivo: https://www.youtube.com/watch?v=eAkQ6_iUqCI


Fonte: NTC&Logística 

Câmara aprova admissibilidade da PEC 51/24, que garante melhores condições de trabalho para motoristas de transporte rodoviário de cargas e passageiros

Notícias 17 de novembro de 2025

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados deu um passo significativo ao aprovar a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 51/24, de autoria do deputado Toninho Wandscheer (PP-PR). Essa proposta busca estabelecer condições especiais de trabalho para motoristas que atuam no transporte rodoviário de passageiros e de cargas, uma medida que, segundo defensoras e defensores da proposta, é essencial para garantir melhores condições laborais para essa categoria frequentemente trabalhosa e exposta.

O texto da PEC prevê a criação de uma legislação específica, que vai detalhar aspectos cruciais, como a jornada de trabalho, o tempo que o motorista deve estar à disposição do empregador e os períodos de espera entre as operações de carga e descarga. Além disso, as normas regem os intervalos necessários para descanso e alimentação, o repouso semanal e a remuneração em períodos não trabalhados.

A proposta estabelece que, a cada 24 horas, os motoristas devem ter direito a um descanso de 11 horas, podendo esse tempo ser fracionado, desde que respeitado um período mínimo de 8 horas ininterruptas. A legislação também permite que o intervalo para refeição coincida com as paradas obrigatórias, promovendo maior flexibilidade para os motoristas em relação à sua rotina.

Outro ponto relevante é a questão do tempo de espera, que é excluído da jornada de trabalho, mas deve ser remunerado com 30% do salário-hora habitual. Durante esse período, os motoristas têm permissão para realizar pequenas movimentações com o veículo, desde que seu descanso seja respeitado.

O relator da proposta, deputado Zé Trovão (PL-SC), manifestou apoio ao texto, ressaltando a importância de assegurar direitos e condições que reflitam a realidade enfrentada pelos motoristas. A PEC também estabelece regras para viagens longas, permitindo que o repouso semanal ocorra na base da empresa ou na residência do motorista, desde que haja condições adequadas durante a viagem.

Se aprovado, o próximo passo envolve a análise da proposta por uma comissão especial, que se aprofundará na avaliação dos méritos da PEC, antes de seguir para votação no Plenário da Câmara. Com essa proposta, espera-se que a rotina desgastante dos motoristas receba a atenção devida, promovendo segurança e dignidade no exercício de suas funções.

Veículos leves dominam emissões de carbono do transporte, indica Inventário CNT de Emissões divulgado na Estação do Desenvolvimento

Notícias 14 de novembro de 2025

A Confederação Nacional do Transporte lançou, nessa quinta-feira (13), o Inventário CNT de Emissões do Setor de Transportena Estação do Desenvolvimento, na Zona Verde da COP30, em Belém. O estudo inédito aponta que os veículos leves respondem por 48,25% das emissões totais do setor em 2023. No total, a publicação contabiliza 189,8 milhões de toneladas de CO2 equivalente, ao apresentar o diagnóstico de emissões de carbono mais completo já produzido pela iniciativa privada, quantificando as emissões por modal, categoria veicular e infraestrutura com metodologia internacional.

Durante o lançamento, o presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, destacou que o Inventário consolida uma base técnica indispensável para orientar a agenda climática do setor, servindo como marco para aferição periódica do desempenho do transporte brasileiro. “Reduzir percentuais sem um parâmetro sólido vira discurso vazio”, observou, reforçando que o inventário permitirá repetir a análise nos próximos anos com a mesma metodologia para verificar avanços reais.

Vander Costa também ressaltou que o documento fortalecerá a formulação de políticas públicas de descarbonização e servirá como instrumento para decisões técnicas, seja para renovação de frota, investimentos ou avaliação regulatória. “Precisávamos de uma ferramenta com credibilidade técnica, assinada por uma empresa qualificada, para ajudar o país a tomar decisões melhores”, concluiu.

A diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende, explicou que o Inventário foi construído com forte articulação entre o setor privado, associações empresariais e ministérios do governo federal, com dados primários do próprio setor. “Além dos dados do setor de transporte, foram utilizados dados de uso e deslocamento real, baseados no nosso programa Despoluir, o maior programa ambiental do setor de transporte do país, que coleta quanto os veículos rodam por ano. Esse é um grande diferencial.”

Fernanda Rezende reforçou que o estudo também evidencia práticas já implementadas pelas empresas, com 18 casos compilados, revelando que o setor está em movimento, na elaboração de seus próprios inventários corporativos, na neutralização de emissão em parte de suas operações, na troca de equipamentos antigos por tecnologias mais limpas, placas solares e na adoção de programas internos de eficiência energética.

O subsecretário de Sustentabilidade do Ministério dos Transportes, Cloves Benevides, elogiou a iniciativa da CNT e destacou a importância do estudo para a política pública brasileira. “Quero parabenizar à CNT pela inciativa. Quando começamos a discutir inventário, o debate era sobre ausência de dados confiáveis para começar a fazer discussões sérias, hoje temos dados sólidos”, declarou.

Segundo ele, o inventário reposiciona o setor na agenda climática do país. “A partir de agora, seja na atuação direta de cada empresa, seja na política pública, entramos em uma nova realidade. A modelagem dos projetos e dos ativos que vão a leilão precisa considerar o inventário. Ele deixa de ser uma narrativa e passa a ser um caminho para o país.”

O presidente de Sustentabilidade da Ambipar, Rafael Tello, destacou o caráter inédito e metodologicamente rigoroso do estudo, adaptado à realidade nacional. “O nosso setor de transporte se desenvolveu de forma muito própria, pelas características do território, pelas necessidades da população, pelo nosso modelo de urbanização. Se não conhecermos profundamente essa realidade, vamos acabar adotando modelos internacionais que podem não ser os mais adequados para o Brasil.”

Representando o Ministério de Portos e Aeroportos, o coordenador de Políticas de Descarbonização e Mudanças do Clima, Vitor Brasil, destacou a importância de dados confiáveis para definir metas realistas de descarbonização. “Se a gente não conhecer a nossa realidade, não vai criar metas que realmente possam ser realizadas e que façam diferença na sociedade”, afirmou. Ele reforçou a vocação brasileira para ampliar modais menos poluentes, como a cabotagem e o transporte hidroviário, de modo a permitir que o Brasil apresente resultados concretos de descarbonização nas próximas COPs.

Panorama dos modais

Produzido em parceria com a líder em gestão ambiental Ambipar utilizando metodologias internacionalmente reconhecidas, o estudo evidencia a predominância do modo rodoviário, responsável por 92,89% das emissões do setor, reflexo direto da centralidade dessa modalidade na matriz brasileira, que responde por 65% da movimentação de cargas e por mais de 90% da circulação de passageiros. Dentro desse universo, os veículos leves se confirmam como a principal fonte de impacto climático, superando os veículos pesados, como caminhões, ônibus e microônibus.

O levantamento também destaca que o transporte coletivo, apesar de representar parcela menor nas emissões totais, possui maior eficiência energética e menor impacto por passageiro, reforçando a necessidade de políticas que ampliem participação deste meio de transporte nas cidades.

O modal aeroviário aparece em segundo lugar, com 4,89% das emissões referentes aos voos domésticos. Em seguida vêm o ferroviário, com 1,80%, somando cargas, trens urbanos e VLTs (veículos leves sobre trilhos), e o aquaviário, responsável por apenas 0,41%, incluindo cabotagem marítima e fluvial, destacado como o modal de menor impacto ambiental do setor.

O estudo reúne informações robustas, atualizadas e detalhadas, analisando as emissões por categoria veicular, tipo de operação, região e infraestrutura, o que permite identificar focos de impacto e oportunidades de mitigação. Segundo a CNT, esse nível de detalhamento reforça transparência e governança, apoia decisões empresariais e contribui para o aprimoramento de políticas públicas voltadas à descarbonização do transporte.

Além do diagnóstico, o documento reúne um capítulo com boas práticas já implementadas pelo setor, apresentando 18 estudos de caso que ilustram iniciativas de transição energética, eficiência operacional, reflorestamento e inovação.

Acesse o estudo

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Setor de serviços do Brasil cresce mais que o esperado em setembro

Notícias 13 de novembro de 2025

O volume do setor de serviços do Brasil cresceu mais que o esperado por economistas em setembro, marcando o oitavo mês consecutivo de alta e renovando o ápice da série histórica, mostraram dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira.

O setor, que tem sido importante pilar de sustentação da atividade no país em meio ao aperto monetário, cresceu 0,6% sobre agosto, na série com ajuste sazonal, e avançou 4,1% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

Em pesquisa da Reuters, economistas previam alta de 0,4% frente a setembro e de 3,6% no ano.

Três das cinco atividades pesquisadas cresceram em setembro frente a agosto, com destaque para a alta de 1,2% de transportes, impulsionado principalmente pelo transporte rodoviário de carga.

“A recuperação do transporte rodoviário de carga tem sido determinante para essa sustentação do setor de serviços em patamares elevados”, disse o gerente da pesquisa do IBGE, Rodrigo Lobo, em nota. “Há uma correlação direta do aumento da receita das empresas do transporte de cargas, especialmente o rodoviário, com o aumento do escoamento da safra agrícola.”

Os serviços de informação e comunicação e o grupo “outros serviços”, que inclui seguros, planos de saúde e previdência, entre outros, cresceram respectivamente 1,2% e 0,6%.

Já os serviços profissionais e administrativos encolheram 0,6% no mês, enquanto os serviços prestados às famílias sofreram queda de 0,5%, sob o impacto de uma menor receita do setor de restaurantes.

“A difusão dos ganhos, com três dos cinco grupos em alta, sugere continuidade do crescimento em ritmo gradual, com informação, comunicação e logística como principais vetores positivos”, disse o economista da ASA Investments, Leonardo Costa, em nota.

Em entrevista à imprensa, Lobo disse não ver efeitos do tarifaço dos Estados Unidos – que elevou a 50% o imposto de importação sobre boa parte dos produtos exportados pelo Brasil – sobre o setor de serviços.

“O tarifaço dos Estados Unidos afetou segmentos da indústria, mas isso não se refletiu no setor de serviços em perda dos fretes”, disse.

O setor de serviços, que acumulou alta de 3,3% nos oito meses até setembro, tem sido foco de preocupação do Banco Central no que diz respeito à inflação, ainda que na ata de reunião de política monetária da semana passada, divulgada na terça-feira, os diretores da autarquia tenham destacado “algum arrefecimento” na alta de preços do setor, a despeito da resiliência.

O BC voltou a sinalizar a intenção de manter a taxa básica de juros em 15% por tempo prolongado para esfriar a atividade e trazer a inflação de volta à meta de 3%.

Fonte: Diário do Comércio 


Últimos dias para participar da pesquisa nacional da NTC&Logística sobre os salários dos motoristas de caminhão

Notícias 13 de novembro de 2025

A NTC&Logística, por meio do Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas (DECOPE), iniciou uma nova pesquisa, com foco na realidade salarial dos motoristas de caminhão que atuam no Transporte Rodoviário de Cargas.

O levantamento tem como objetivo reunir informações atualizadas sobre os salários praticados em diferentes regiões e segmentos do setor, contribuindo para a elaboração de estudos técnicos e análises que orientem a atuação da Associação junto às empresas, entidades e autoridades públicas.

Segundo o DECOPE, a participação das empresas é essencial para garantir a representatividade dos dados e aprimorar o entendimento sobre a estrutura de custos e remuneração no transporte de cargas.

As informações enviadas serão tratadas de forma confidencial, e os resultados consolidados serão divulgados posteriormente pela NTC&Logística em seus canais oficiais.

As empresas interessadas em participar podem responder à pesquisa por meio do formulário disponível neste link: https://forms.gle/DAg5pT52mhQqiPRM6


Fonte: NTC&Logística 

Encerramento da Tarde do Transporte reuniu especialistas internacionais do setor

Notícias 12 de novembro de 2025

Belém (PA) - Existe o sonho de se criar, de modo permanente, um pavilhão internacional do transporte na Conferência das Partes. Esse ideal nunca esteve tão próximo de ser realizado, apontou Maruxa Cardama, secretária-geral da SLOCAT, no encerramento da Tarde do Transporte, nessa terça-feira (11).

A Tarde do Transporte é o momento em que a programação da Estação do Desenvolvimento concentra painéis com a participação do Ministério dos Transportes, correalizador do espaço.

Segundo Maruxa, a COP atual alcançou um patamar inédito com as discussões lideradas pelo Sistema Transporte – tanto na Blue Zone, espaço oficial de negociações, quanto na Green Zone, onde está a Estação do Desenvolvimento. Para ela, o formato simboliza uma união inédita de esforços entre o setor privado e o governo, acompanhada de perto por representantes de organizações internacionais.

O evento especial reuniu especialistas ligados à SLOCAT (Parceria para Transporte Sustentável de Baixo Carbono), plataforma global dedicada a promover o transporte de baixo carbono, sustentável e inclusivo, que é uma das apoiadoras do espaço.

Ao lado de Holger Dalkmann, líder da equipe de Descarbonização do Transporte do programa CCG (Crescimento Compatível com o Clima), Maruxa fez um histórico das cúpulas anteriores, destacando a COP21, em que os países signatários do Acordo de Paris assumiram o compromisso de mitigar emissões. Ressaltou ainda que, com esse foco, ficou mais evidente a relevância da descarbonização do setor de transporte.

Também participaram do painel Mark Howells, professor da Imperial College London e especialista em CCG; Stefanie Sohm, pesquisadora do Kuehne Climate Center; e Sheila Watson, da FIA Foundation, que enviou uma mensagem em vídeo ao grupo. A mediação foi conduzida por Ramon Cruz, da SLOCAT.

Convergência de forças

Em um segundo momento, Joo Hyun Ha, especialista em transporte terrestre no grupo High-Level Climate Champions, conduziu uma conversa com Vander Costa, presidente do Sistema Transporte, e Cloves Benevides, subsecretário de Sustentabilidade do Ministério dos Transportes.

“Ainda em Dubai (COP28), tivemos a percepção de que o transporte estava sendo discutido sem a presença do transportador e de que outros setores estavam avançando na transição energética e na descarbonização. Nós sabíamos que podíamos colaborar, então fizemos um trabalho persistente e consistente. Por isso, hoje, estamos aqui, participando de dois pavilhões da COP”, frisou Vander Costa.

“Nós estamos vendo dois pavilhões que são responsabilidade da CNT. A Confederação assumiu esse protagonismo de ocupar dois espaços, de modo que, hoje, a comunidade internacional de transporte, depois de 15 anos, tem seu primeiro pavilhão internacional na Blue Zone. E a comunidade de transporte do Brasil tem um pavilhão na Green Zone. Os dois pavilhões se encontram, dialogam e mostram resultados”, celebrou Cloves Benevides.

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