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Atualização da NR-1 e saúde mental: o que muda na rotina do transporte rodoviário de cargas
Notícias 19 de fevereiro de 2026
Por Ana Jarrouge
Como muito foi comentado na época de sua atualização, em 2025, a NR-1 passou a incluir de forma explícita os riscos psicossociais no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) e no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), com um período de adaptação orientativo. A partir de maio de 2026, porém, essa exigência passa a ser fiscalizada com caráter punitivo, o que muda o patamar de responsabilidade das empresas em relação ao ambiente de trabalho. No transporte rodoviário de cargas, esse movimento tem impacto direto na rotina das transportadoras, tanto pelo perfil da operação quanto pelas características das relações de trabalho no setor.
Como presidente executiva do SETCESP e diretora da Seção II – Cargas da CNT, tenho acompanhado de perto essa discussão e vejo que, mais do que uma alteração burocrática, a nova NR-1 representa um chamado para olharmos de forma mais séria para saúde mental, clima organizacional e qualidade das relações. Sempre existiram fatores de pressão, estresse e desgaste emocional no trabalho, mas agora eles entram formalmente no campo da Saúde e Segurança do Trabalho e passam a integrar o PGR, ao lado dos riscos físicos e ambientais. Isso significa que práticas de gestão que antes eram vistas apenas como “jeito de liderar” ou “característica do setor” podem, hoje, gerar passivo jurídico, afastamentos e questionamentos previdenciários.
Diante dessa nova realidade que está prestes a nos alcançar, entendo que é preciso conversarmos e entendermos ainda mais sobre essas alterações, por isso, convidei para compartilhar comigo esse artigo, o Micael Vital, psicologo organizacional do SETCESP e que vem nos auxiliando com relação às mudanças da NR-1.
Antes de mais nada, precisamos entender que a lógica da urgência permanente, a pressão por prazo, a responsabilidade sobre cargas, as longas distâncias e o tempo longe de casa compõem um cenário em que o risco psicossocial não é abstrato: ele se manifesta na exaustão, na irritabilidade, em conflitos, em adoecimentos e, muitas vezes, na saída silenciosa de bons profissionais que não se veem mais em determinados ambientes. Nas áreas administrativas e de gestão, a sobrecarga, o acúmulo de funções, a falta de alinhamento e a dificuldade de comunicação também contribuem para um clima desgastante.
Micael lembra que riscos psicossociais dizem respeito à forma como o trabalho é organizado, às relações, às cobranças, à comunicação e às expectativas. No nosso setor, isso inclui não apenas o que acontece dentro da empresa, mas também o que se dá em pátios de embarcadores, pontos de descarga, estradas, postos e pontos de parada. Para motoristas e ajudantes, o “ambiente de trabalho” é muito mais amplo, o que exige um olhar integrado da transportadora e diálogo com outros elos da cadeia.
A NR-1 pede que as empresas façam um movimento estruturado: identificar fatores de risco psicossociais a partir da realidade dos seus processos e equipes; escolher metodologias adequadas (questionários, entrevistas, observação, rodas de conversa) para avaliar esses riscos; registrar tudo no PGR ou na Avaliação Ergonômica Preliminar (AEP), articulando, quando necessário, com a Análise Ergonômica do Trabalho (AET) prevista na NR-17; e transformar esse diagnóstico em plano de ação, com medidas concretas de prevenção, responsáveis, prazos e acompanhamento.
Quando pergunto ao Micael por onde uma transportadora que ainda está no início deve começar, ele destaca a importância de algo que, em um setor guiado pela urgência, costuma ser difícil: parar para refletir. Parar para olhar para os sinais de adoecimento, escutar as pessoas, entender quais práticas de gestão estão contribuindo para o desgaste e onde estão os pontos de proteção. A partir daí, definir se haverá condução interna ou se será necessário apoio externo especializado. Ele reforça ainda que qualquer levantamento só será útil se houver segurança psicológica para que as pessoas falem a verdade, sem medo de retaliação.
Na minha visão, a liderança é o grande eixo dessa transformação. Não adianta ter um PGR impecável no papel se, na prática, o cotidiano é marcado por gritos, humilhações, ironias, desorganização e falta de respeito. Quando a alta direção assume o tema como estratégico, investe em desenvolvimento de lideranças, acompanha posturas e alinha discurso e prática, o ambiente começa a mudar de forma consistente. Quando não assume, a empresa corre o risco de tratar a NR-1 apenas como “mais uma obrigação”, acumulando documentos, sem enfrentar as causas do adoecimento.
No SETCESP, temos buscado apoiar as empresas nesse processo, levando o assunto para reuniões de diretoria, comissões técnicas, cursos, eventos e materiais orientativos. Nosso papel é ajudar o setor a se adequar, evitando multas e passivos, mas também aproveitar essa agenda como oportunidade de evolução em gestão de pessoas. Cuidar de saúde mental, clima e relações não é algo “periférico”: impacta diretamente produtividade, turnover, afastamentos, capacidade de atender bem os clientes e de atrair e reter talentos.
Ao final das nossas conversas, algo que fica muito claro, tanto para mim quanto para o Micael, é que essa mudança não é um modismo e nem algo que possa ser terceirizado completamente. Ela exige envolvimento real da direção, das lideranças intermediárias, dos profissionais de SST, de RH e de todos que convivem com o dia a dia do transporte.
A pergunta que fica para cada empresa é: vamos tratar a NR-1 como uma obrigação incômoda ou como uma oportunidade de fazer diferente? No transporte rodoviário de cargas, isso é especialmente verdadeiro: quem está na estrada, nos terminais e nos escritórios precisa de condições para fazer seu trabalho sem adoecer. Acredito que, se encararmos esse desafio com seriedade e maturidade, teremos um TRC mais forte, mais respeitado e melhor preparado para o futuro.
Ana Jarrouge é presidente executiva do SETCESP, diretora da Seção de Cargas da CNT, idealizadora do Movimento Vez e Voz – Mulheres no TRC e membro do IT – Influenciadores do Transporte.
Posicionamento da CNT sobre a discussão da jornada 6 x 1
Notícias 19 de fevereiro de 2026
A Confederação Nacional do Transporte acompanha com atenção o debate sobre a possível mudança da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1. O setor produtivo está aberto ao diálogo, mas reforça que qualquer alteração deve ser conduzida com responsabilidade, previsibilidade e compromisso com o país.
O transporte é uma atividade essencial, estratégica para a economia e para a qualidade de vida da população. O setor garante o direito constitucional de locomoção e viabiliza o deslocamento de absolutamente tudo o que é produzido, consumido e utilizado no Brasil — incluindo saúde, educação, alimentos, medicamentos, insumos industriais e serviços públicos. Trata-se de uma atividade contínua, que opera 24 horas por dia para atender todas as áreas da economia e assegurar o funcionamento do país.
Nesse contexto, a redução da jornada sem considerar as especificidades do transporte pode gerar impactos relevantes para toda a sociedade. O setor já enfrenta dificuldades significativas de reposição de mão de obra qualificada.
Pesquisas do Sistema Transporte evidenciam o desafio das empresas:
- Transporte Rodoviário de Cargas (Pesquisa CNT – 2021)
65,1% relatam falta de motoristas profissionais;
19,2%, falta de mecânicos/manutenção;
15,1%, falta de gerentes operacionais;
14,4%, falta de profissionais administrativos.
- Transporte Urbano de Passageiros (Pesquisa CNT – 2023)
53,4% apontam escassez de motoristas;
63,2% relatam falta de mecânicos e profissionais de manutenção;
41,4%, falta de qualificação;
40,8%, baixa experiência;
33,3%, baixa atratividade da profissão.
Diante desse quadro, reduzir a jornada sem haver trabalhadores suficientes para suprir a demanda amplia o déficit, eleva custos e pode comprometer a regularidade dos serviços prestados à população.
Outro ponto fundamental a ser destacado é o aumento do custo com a máquina pública, uma vez que a alteração da jornada não diz respeito apenas ao setor privado. Uma medida aplicada de forma ampla, em um cenário de forte restrição fiscal — incluindo a administração pública —, teria impacto direto na máquina estatal, exigindo novas contratações e aumentando despesas com pessoal.
A CNT entende que o caminho mais adequado para tratar da jornada de trabalho é a negociação coletiva. Esse instrumento permite que trabalhadores e empregadores ajustem as condições de trabalho às necessidades específicas de cada setor, região e empresa, garantindo equilíbrio, segurança jurídica e respeito às particularidades de cada uma das atividades econômicas. É importante destacar ainda que nos setores onde a jornada 5×2 é factível, ela já é praticada.
A Confederação reafirma que está à disposição para contribuir tecnicamente com o Parlamento e com o governo federal, reforçando a importância de que o debate seja guiado por critérios técnicos e pela proteção da sociedade brasileira, sem precipitação ou decisões que possam gerar impactos negativos ao país como um todo.
Fonte: CNT
Acordo Mercosul-União Europeia inicia novo ciclo de crescimento para o Transporte Rodoviário de Cargas
Notícias 18 de fevereiro de 2026
O recente acordo entre Mercosul e União Europeia, atualmente em fase de ratificação, pode gerar reflexos diretos na cadeia logística do país. Segundo a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), a eliminação tarifária prevista no tratado pode ampliar as exportações brasileiras em mais de US$ 7 bilhões no curto prazo, abrindo novas oportunidades para diversos setores produtivos e ampliando a movimentação de mercadorias e a demanda por fretes no transporte de cargas brasileiro.
Segundo o levantamento da ApexBrasil, mais de 500 produtos brasileiros poderão ter tarifas reduzidas, o que tende a ampliar o fluxo de mercadorias em direção aos portos. O transporte rodoviário de cargas, principal elo entre a indústria, o agronegócio e os terminais portuários, deve registrar aumento significativo no escoamento das cargas para o modal aquaviário. A tendência inicial é de fortalecimento dos corredores já consolidados, sobretudo aqueles voltados aos portos do Sul e Sudeste, como Paranaguá, Itapoá, Itajaí, Navegantes, Santos e Rio Grande, além dos eixos rodoviários que conectam polos industriais e agrícolas a esses terminais.
De acordo com o vice-presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas no Estado do Paraná (SETCEPAR), Luiz Gustavo Nery, o acordo representa um marco para o comércio exterior brasileiro e terá reflexos diretos sobre o setor de transporte de cargas. “O acordo proporciona previsibilidade e segurança jurídica, estimulando investimentos produtivos e logísticos. Isso permite que transportadoras ampliem frotas e invistam em tecnologia, rastreabilidade e conformidade, elevando o padrão operacional do setor. É uma oportunidade para que o transporte rodoviário se posicione de forma ainda mais estratégica na integração internacional do Brasil”, afirma.
Segundo dados do Governo Federal, o total de importações e exportações entre Brasil e União Europeia alcançou cerca de US$ 100 bilhões em 2025. Desse montante, US$ 49,8 bilhões correspondem às vendas brasileiras ao bloco europeu. A formalização do novo tratado cria condições para aprofundar essa relação, ao reduzir custos de acesso ao mercado europeu e ampliar a previsibilidade regulatória, o que tende a estimular investimentos e consolidar a presença brasileira em segmentos estratégicos.
Apesar do cenário positivo, Nery reforça que o setor precisará se preparar para absorver esse crescimento. “O efeito multiplicador deste crescimento impactará toda a cadeia logística, incluindo armazenagem, terminais retroportuários, operações de consolidação e serviços aduaneiros. Para absorver esse aumento de demanda, será fundamental focar na capacidade operacional, eficiência e planejamento, garantindo que o setor mantenha a qualidade, o cumprimento de prazos e a competitividade”, diz o executivo.
O avanço do acordo também insere o Brasil em uma agenda mais ampla de integração comercial com mercados de alto padrão regulatório, o que tende a elevar o nível de exigência sobre processos, prazos e conformidade. Sob essa ótica, a logística passa a ter papel ainda mais estratégico na consolidação da imagem do país como fornecedor confiável e competitivo no comércio internacional.
Para o executivo, o tratado exigirá maior profissionalização e acompanhamento de perto do setor. “O aumento de volume virá acompanhado de exigências mais rígidas em padrões operacionais, sanitários, ambientais e de rastreabilidade. As empresas que investirem em eficiência, tecnologia e integração da cadeia logística terão vantagem competitiva. Se bem aproveitado, o acordo pode representar um avanço qualitativo para o transporte rodoviário brasileiro”, conclui Nery.
Fonte: Notícias Agrícolas
Último dia para participar da Pesquisa de Mercado 2025 da NTC&Logística
Notícias 13 de fevereiro de 2026
Nesta sexta-feira, 13 de fevereiro, encerra o prazo para responder o questionário.
A coleta de informações será realizada por meio de um questionário objetivo e de fácil preenchimento, com perguntas de múltipla escolha, garantindo uma participação prática e acessível para as empresas. A colaboração do setor é essencial para que o estudo retrate com precisão a realidade do transporte de cargas no Brasil e forneça dados consistentes para a formulação de políticas públicas e estratégias empresariais.
Os resultados consolidados serão apresentados durante a primeira edição de 2026 do CONET&Intersindical (Conselho Nacional de Estudos em Transporte, Custos, Tarifas e Mercado), dia 26 de fevereiro, em Brasília (DF).
Clique aqui e participe.
Fonte: NTC&Logística
Transporte rodoviário inicia 2026 com altos custos e sucesso no setor exigirá novo patamar de maturidade na gestão
Notícias 13 de fevereiro de 2026
A leitura feita pelas lideranças do setor reforça que esse cenário macroeconômico mais restritivo já começa a se refletir no dia a dia das transportadoras. Para a presidente executiva do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região (Setcesp), Ana Jarrouge, os reflexos mais imediatos vêm da inadimplência recorde registrada em 2025, sobretudo nos atrasos no pagamento de fretes, o que pressiona o caixa das empresas logo nos primeiros meses do ano e nas adaptações tributárias que já vêm acontecendo. “Além das obrigações fixas, como IPVA, o primeiro trimestre é historicamente marcado por uma demanda mais baixa. Somado a isso, tivemos um 2025 com inadimplência recorde, os custos gerados pela adaptação aos novos sistemas tributários e a nova etapa da reoneração da folha, que deve gerar impacto acumulado de até 3% nos custos, segundo o Decope, da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística)”, afirma.
O ambiente regulatório também segue pressionando. As multas aplicadas pela ANTT em relação ao piso mínimo do frete aumentaram, enquanto as incertezas sobre o seguro RC-V continuam afetando a operação, com dúvidas sobre critérios, fiscalização e disponibilidade de apólices no mercado. A PEC 22/2025, que trata da jornada e descanso dos motoristas profissionais, será outra pauta central em 2026, com as entidades buscando maior segurança jurídica para o setor.
“Será um ano que exigirá muito planejamento e conhecimento técnico. As empresas precisam acompanhar as atualizações legais, precificar com base em todos os impactos e promover uma recomposição tarifária que permita manter a saúde financeira e investir”, reforça Ana.
Na avaliação de Joyce Bessa, diretora de Estratégia e Gestão da TransJordano e vice-presidente extraordinária da Pauta ESG da NTC&Logística, 2026 exigirá um novo patamar de maturidade na gestão. “O fim da desoneração, a reforma tributária e a pressão por eficiência vão expor fragilidades operacionais. Empresas sem controle de custos, sem processos estruturados e sem dados confiáveis tendem a sofrer”, destaca.
A executiva reforça que a preparação deve começar agora, com simulações tributárias, revisão de contratos, investimento em tecnologia e formação de equipes capazes de lidar com um cenário mais exigente.
Apesar dos desafios, o setor também enxerga oportunidades. Programas como o Move Brasil, voltado à renovação de frota com linhas de crédito atrativas, e a crescente adoção de tecnologias como telemetria, IA e analytics podem gerar ganhos de eficiência relevantes. A transição energética, com o uso de biometano e GNV, também tende a avançar, desde que bem planejada e tecnicamente adequada.
A valorização dos profissionais será outro ponto crítico. Com a entrada em vigor da nova NR-1 em maio, que amplia a responsabilidade das empresas sobre saúde mental e bem-estar, a gestão de pessoas ganhará mais relevância. “Ambientes hostis, insalubres e sem preparo das lideranças deixarão de ser tolerados. A cultura organizacional será decisiva para atrair e reter talentos”, pontua Jarrouge.
Joyce acrescenta que investir em bem-estar, segurança, treinamento e estrutura deixará de ser diferencial e passará a ser pré-requisito. “Crescer em 2026 exigirá coerência entre discurso e prática. Empresas que tratam segurança, governança, ESG e pessoas como parte do núcleo do negócio serão mais resilientes e atrativas no médio e longo prazo”, finaliza.
Fonte: Revista Kdea 360
Restrição do tráfego de caminhões na Serra: TRC&Log reitera preocupação e destaca dificuldades
Notícias 13 de fevereiro de 2026
Durante a reunião, o setor empresarial reiterou a preocupação com a intervenção proposta pela Prefeitura da Serra, no trecho entre o viaduto de Carapina e a entrada da Avenida Eldes Scherrer. Foram destacadas as principais dificuldades relacionadas ao projeto, como a ausência de áreas adequadas para aguardo de veículos, a falta de vias adjacentes compatíveis com o fluxo de caminhões e a extensão da rota alternativa, estimada em 58 quilômetros, o que acarretaria aumento significativo nos custos logísticos.
Também foi reforçada a necessidade de otimização da sinalização e dos sistemas semafóricos, além da importância de diálogo técnico e planejamento prévio antes da implementação de qualquer restrição.
Além do segmento de cargas e logística, também marcaram presença representantes da Arcelor, Biancogrês, Extrabom, Findes, e Fecomércio, além de outros empresários do município.
Adequação ambiental no Transporte Rodoviário de Cargas passa a ser prioridade para as empresas
Notícias 12 de fevereiro de 2026
Com a regulamentação, empresas que registram emissões superiores a 10 mil toneladas de gás carbônico equivalente por ano passam a ter a obrigação de elaborar e reportar seus inventários de emissões. Já aquelas que ultrapassam 25 mil toneladas anuais devem, adicionalmente, apresentar planos de mitigação e compensação, alinhados às diretrizes do mercado regulado de carbono no Brasil.
Esse novo ambiente regulatório exige organização, dados confiáveis e planejamento. Para apoiar as transportadoras nesse processo, a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) estabeleceu uma parceria com a Domani Global, empresa especializada em soluções ESG e gestão de emissões, com foco em oferecer apoio técnico, ferramentas digitais e condições acessíveis às empresas do setor.
O movimento acompanha uma tendência mais ampla do mercado. De acordo com a PwC Brasil (2024), 62% das grandes empresas brasileiras já contam com práticas ESG estruturadas, e essa exigência vem sendo gradualmente transferida para fornecedores e operadores logísticos. No transporte de cargas, atender a essas demandas deixou de ser um diferencial e passou a ser um fator decisivo para manutenção de contratos, acesso a financiamentos e competitividade no mercado.
A parceria entre a NTC&Logística e a Domani Global foi estruturada para atender empresas de todos os portes, respeitando a realidade operacional do transporte e oferecendo soluções escaláveis, que permitem avançar na agenda ESG de forma gradual, segura e financeiramente previsível.
Soluções disponíveis para empresas associadas à NTC&Logística
- Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE): Mensuração das emissões nos escopos 1, 2 e 3, conforme padrões técnicos e exigências legais.
- Plataforma Domani SaaS – Sustainability as a Service: Sistema digital para gestão ESG, monitoramento mensal e geração automática de relatórios.
- Diagnóstico ESG e Plano de Descarbonização: Avaliação de riscos e oportunidades, com definição de estratégias para redução e compensação de emissões.
- Treinamentos e capacitações corporativas: Formação técnica e estratégica para equipes operacionais, administrativas e comerciais, com certificação.
- Certificação e Selo Carbono Neutro: Para empresas que realizarem a compensação de suas emissões por meio de projetos certificados.
- Atendimento especializado para o Transporte Rodoviário de Cargas: Suporte técnico com foco nas particularidades operacionais e regulatórias do setor.
Os pacotes foram desenvolvidos para micro, pequenas, médias e grandes transportadoras, com condições diferenciadas para associadas da NTC&Logística, permitindo que a adequação às exigências ambientais ocorra de forma planejada, estruturada e alinhada às demandas do mercado.
Serviço:
Domani Global – Sustentabilidade para o Transporte de Cargas
E-mail: contato@domani.global
Telefone/WhatsApp: +55 11 99559-8402
Site: www.domani.global
Código de desconto exclusivo para associadas da NTC&Logística: NTC15
Fonte: NTC&Logística
CNT reforça cuidados para um ano com muitos feriados prolongados e lança o Guia Viagem Segura
Notícias 12 de fevereiro de 2026
O guia reúne informações essenciais sobre fatores de risco, condições das vias e boas práticas de condução, reforçando a importância do planejamento prévio e da atenção redobrada ao volante. O material destaca que conhecer antecipadamente o trecho a ser percorrido – incluindo o estado do pavimento, a geometria da via e a sinalização existente – é fundamental para mitigar riscos e tornar a viagem mais segura.
Para apoiar esse planejamento, a CNT disponibiliza ferramentas como a Pesquisa CNT de Rodovias 2025 e o Painel CNT de Acidentes Rodoviários, que permitem avaliar a infraestrutura viária, mapear pontos críticos e identificar os melhores trajetos sob os critérios de segurança e conservação.
Retrato da Segurança Viária
A publicação também apresenta um retrato preocupante da segurança viária no país. Entre janeiro e dezembro de 2025, as rodovias federais brasileiras registraram 72.476 acidentes, que resultaram em 6.040 mortes e 83.490 pessoas feridas. Os dados indicam uma média aproximada de 199 acidentes e 16 óbitos por dia no período analisado, reforçando a necessidade de atenção redobrada por parte de todos os usuários das rodovias.
As colisões permanecem como o tipo de ocorrência mais frequente, com 44.755 registros (61,8% do total). Já a principal causa de mortes foi transitar na contramão, responsável por 958 óbitos (15,9%). O levantamento aponta ainda que a ausência de reação do condutor foi a causa mais recorrente de acidentes, com 11.456 ocorrências (15,8%). Os números evidenciam o impacto direto do comportamento dos motoristas na segurança viária e reforçam a importância da direção defensiva.
O estudo identifica a BR-101 como a rodovia federal com maior volume de acidentes, somando 13.006 ocorrências (17,9%), além de liderar também o número de mortes, com 760 óbitos (12,6%) no período analisado. O dado reforça a necessidade de atenção especial nos trechos com maior fluxo e histórico elevado de risco.
Recomendações Práticas
Além do diagnóstico, o Guia Viagem Segura 2026 apresenta orientações práticas para que motoristas reconheçam trechos perigosos, interpretem corretamente a sinalização e adotem condutas preventivas. Entre as recomendações estão cuidados básicos com a manutenção preventiva do veículo, planejamento da viagem, respeito aos limites de velocidade e atenção redobrada à presença de usuários vulneráveis (pedestres, ciclistas e motociclistas).
Para a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende, os dados reforçam que boa parte dos acidentes poderia ser evitada com atitudes simples. “Planejar o trajeto, revisar o veículo e respeitar a sinalização não são apenas recomendações: são ações que salvam vidas. Por isso reforçamos a importância da atenção contínua à via e da direção responsável. Nosso compromisso é oferecer informações que ajudem motoristas e transportadores a viajar com mais segurança e consciência”, explicou.
Fonte: CNT Transporte Atual
Modal Expo 2026: associados Transcares têm 20% de desconto no valor da área livre
Notícias 11 de fevereiro de 2026
Os números da primeira edição são grandiosos! Ela reuniu mais de 100 marcas expositoras e 7 mil visitantes de 22 estados brasileiros. Os negócios gerados ultrapassaram os R$ 65 milhões. Ano passado, o interesse foi tanto que alguns expositores acabaram ficando de fora.
Nessa edição, você, transportador, tem uma grande oportunidade de divulgar sua empresa no cenário nacional e potencializar seus negócios: associado Transcares tem 20% de desconto no valor da área livre da Modal.
Clique aqui para participar do evento e posicionar o Espírito Santo como um hub logístico estratégico para o Brasil.
PRF divulga calendário de restrição de tráfego para veículos pesados em 2026
Notícias 10 de fevereiro de 2026
As restrições, estratégicas para a segurança viária, ocorrem em datas como Carnaval, Semana Santa e festas de fim de ano. O descumprimento constitui infração média, sujeita a multa e retenção do veículo até o término do horário restritivo.
Quem precisa ficar atento?
A proibição de circulação aplica-se aos veículos que possuam alguma das seguintes características:
- Largura superior a: 2,60 metros;
- Altura superior a: 4,40 metros;
- Comprimento total superior a: 19,80 metros;
- Peso Bruto Total Combinado (PBTC) superior a: 58,5 toneladas.
Principais períodos de restrição em 2026:
- Carnaval: 13 e 17 de fevereiro, restrição das 16 às 22h / 14 e 18 de fevereiro, restrição das 6 às 12h.
- Semana Santa: 2 e 5 de abril, restrição das 16 às 22h / 3 de abril, restrição das 6 às 12 horas.
Em alguns estados da região Norte (Acre, Amazonas, Amapá, Pará e Roraima), não haverá restrição de circulação, conforme as diretrizes da portaria vigente.
Por que a restrição é necessária?
A presença de veículos de grande porte em rodovias de pista simples, especialmente durante feriados prolongados, dificulta ultrapassagens e aumenta o tempo de viagem para os demais usuários. Ao restringir esses veículos em horários de pico, a PRF busca padronizar o fluxo e prevenir colisões frontais, saídas de pista e outros sinistros de trânsito.
Clique aqui e confira a tabela completa com todos os feriados de 2026 e os trechos específicos.
Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública
Move Brasil avança mais e chega a R$ 1,9 bi em crédito liberado, diz Alckmin
Notícias 10 de fevereiro de 2026
Depois de anunciar a liberação de R$ 1,3 bilhão em crédito no primeiro mês de operação, o programa Move Brasil deu um novo salto. Neste domingo (8), durante evento realizado na concessionária da Scania em Guarulhos (SP), o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, informou que mais R$ 600 milhões foram liberados, elevando o total contratado para R$ 1,9 bilhão. “A resposta foi muito boa. Isso mostra que, quando o crédito chega com juros mais baixos, a decisão de compra acontece”, afirmou.
Lançado em dezembro, o Move Brasil prevê R$ 10 bilhões em financiamento para caminhoneiros autônomos, cooperativas e empresas de transporte rodoviário de cargas, com o objetivo de estimular a renovação da frota, aumentar a eficiência logística e reduzir emissões e acidentes. As condições incluem taxas estimadas em torno de 13% ao ano, prazos de até 60 meses, carência de até seis meses e fundo garantidor que cobre até 80% do valor financiado.
Durante o evento, Alckmin destacou que a queda no custo do crédito foi decisiva para destravar a demanda reprimida do setor. “O financiamento estava muito alto, acima de 20% ao ano. Com o Move Brasil, trouxemos juros para um patamar próximo de 13%, além de descontos da indústria e das concessionárias. Isso muda completamente o cenário”, disse.
Impacto econômico e ambiental
Segundo o vice-presidente, a renovação da frota tem efeitos diretos sobre a competitividade do país. “Melhora a logística, reduz o custo Brasil, diminui acidentes e polui menos. Um caminhão novo emite até 40 vezes menos do que um veículo de 30 anos atrás”, afirmou. Ele acrescentou que o programa também deve impulsionar a indústria automotiva pesada e o comércio de veículos, em um momento de juros ainda elevados na economia.
O Move Brasil permite o financiamento de caminhões novos e também de seminovos fabricados a partir de 2012, desde que atendam aos critérios ambientais do Proconve 7. A estratégia busca atacar um dos principais gargalos do transporte rodoviário brasileiro: a idade média da frota, estimada em cerca de 13 anos, com milhares de veículos em circulação há mais de duas décadas.
Transportador relata economia e renovação da frota
Entre os beneficiados pelo programa está a Jorge Boaventura Costa Transportes Ltda., microempresa sediada em Santa Isabel (SP), especializada no transporte de cargas gerais e operações de e-commerce. A empresa adquiriu um Scania P 280 6×2 por meio do Move Brasil, que será utilizado principalmente na rota São Paulo–Rio de Janeiro.
“A gente conseguiu fazer uma boa compra. O preço foi competitivo, e o financiamento ajudou muito na decisão”, afirmou Orlando da Aventura Costa Filho, sócio da transportadora. Segundo ele, a escolha pela Scania levou em conta conforto, segurança e, sobretudo, economia de combustível. “Hoje, o caminhão é de 15% a 20% mais econômico. Em uma viagem para o Rio de Janeiro, a economia pode chegar a R$ 150 a R$ 200 por abastecimento”, disse.
Com uma frota de 29 veículos, a empresa utiliza o programa tanto para ampliar quanto para renovar seus caminhões. “A gente vai vendendo os mais antigos e comprando os mais novos. É crescimento e renovação ao mesmo tempo”, explicou o empresário, que também projeta aumento do quadro de funcionários ao longo do ano, acompanhando a demanda do mercado.
Programa pode se tornar permanente?
Diante da forte adesão inicial, o governo federal avalia transformar o Move Brasil em uma política permanente. “Precisamos retirar de circulação caminhões Euro 0, Euro 2 e Euro 3. Trata-se de um programa com impacto estrutural para o país”, afirmou o vice-presidente Geraldo Alckmin.
Segundo ele, o desempenho inicial indica que a estimativa de vendas adicionais de caminhões pode ser revista para cima, especialmente diante da expansão do comércio exterior e do avanço da produção agrícola. “Vocês vão vender muito caminhão. O Brasil tem uma das maiores indústrias do mundo nesse segmento, e o crédito é fundamental para sustentar essa atividade”, disse.
Em entrevista coletiva realizada na última sexta-feira (6), o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Igor Calvet, afirmou que os efeitos do Move Brasil sobre os emplacamentos devem começar a aparecer de forma mais clara a partir de março. Embora o mercado de caminhões tenha registrado forte retração no início do ano, o programa já provocou um aumento significativo da procura por crédito nas concessionárias e nos bancos ligados às montadoras.
Movimento nas concessionárias
De acordo com Calvet, relatos das concessionárias apontam crescimento expressivo da demanda por financiamento. Em alguns casos, a procura aumentou mais de 30% entre dezembro e janeiro, movimento que tende a se converter em vendas e desembolsos ao longo do primeiro trimestre.
Os grandes frotistas devem concentrar uma parcela relevante dos recursos nesta fase inicial, por contarem com maior capacidade financeira e planejamento de longo prazo, com financiamentos que podem chegar a 12 anos. Ainda assim, o executivo destacou que também há operações envolvendo caminhoneiros autônomos e pequenos empresários.
Fonte: Transporte Moderno
Brasil vem se consolidando como hub de logística global, diz secretário de Portos e Aeroportos
Notícias 10 de fevereiro de 2026
Ele mencionou, ainda, cinco desafios para o avanço nos investimentos em infraestrutura no Brasil. Primeiramente, apontou a estabilidade institucional. “Quem investe em infraestrutura, com longo prazo e investimentos vultuosos, precisa de regra, segurança jurídica, a regra do jogo”, ressaltou.
Outro tópico é o “planejamento permanente de longo prazo”, que, reconheceu, é uma atribuição do governo. “O planejamento é um norte importante” e ajuda quando há demandas de prefeitos e parlamentares.
Franca indicou, ainda, financiamentos estruturados, inovação contínua e compromisso socioambiental.
A fala foi durante o seminário “Superciclo de Investimentos em Infraestrutura – Avanços e Desafios”, na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro, evento que reuniu nomes como o ministro das Cidades, Jader Filho.
Fonte: Jornal de Brasília
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