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Capacitação e rigor regulatório mantêm o transporte de produtos perigosos entre os mais seguros do País

Notícias 10 de fevereiro de 2026

O transporte rodoviário é a base do sistema logístico brasileiro e responde por cerca de 65% da movimentação de cargas no país, segundo dados do Atlas CNT do Transporte 2025. Em um cenário de grande escala e elevada complexidade operacional, o transporte rodoviário de produtos perigosos se diferencia por figurar entre os segmentos mais seguros da logística nacional, resultado de um ambiente altamente regulado e de um modelo operacional sustentado pela qualificação contínua de profissionais.

De acordo com a Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos (ABTLP), o setor opera atualmente sob 384 instrumentos legais vigentes, entre leis, decretos, portarias e resoluções voltadas à segurança, à prevenção de acidentes e à proteção das pessoas, do meio ambiente e do patrimônio. A estrutura regulatória exige que motoristas, gestores e equipes técnicas passem por processos permanentes de capacitação, alinhando conhecimento operacional, atualização normativa e preparo para situações críticas.

Para Oswaldo Caixeta, presidente da ABTLP, a qualificação profissional é um pilar indispensável da atividade. “São indispensáveis treinamentos contínuos para motoristas e equipes operacionais, procedimentos operacionais, atendimento a emergências e principalmente o cumprimento das normas e legislações do setor. A ABTLP mantém, desde 2010, a realização de treinamentos in company junto às empresas associadas, e essa agenda seguirá ativa ao longo de 2026”, afirma.

Os avanços já se traduzem em dados concretos. Segundo dados da ABTLP, o setor registrou uma redução de 9% nas ocorrências envolvendo produtos perigosos no estado de São Paulo, em 2025, resultado associado ao cumprimento rigoroso das normas, à intensificação das fiscalizações, ao investimento contínuo das empresas em capacitação profissional e tecnologia embarcada, além da maior integração entre transportadoras, órgãos reguladores e equipes de resposta a emergências.

A segurança das operações também está diretamente ligada à atuação coordenada dos profissionais envolvidos. “O motorista exerce um papel fundamental na operação, pois está na linha de frente do transporte e é quem executa, na prática, a condução da carga. No entanto, a segurança da operação não depende apenas dele. Todos os profissionais envolvidos precisam estar capacitados e alinhados quanto aos procedimentos e responsabilidades do processo”, afirma Caixeta.

Em paralelo à formação dos motoristas, o setor exige uma estrutura operacional robusta, que envolve operadores capacitados, licenças e autorizações em dia, equipamentos homologados, certificações na construção e inspeções periódicas, bem como o cumprimento rigoroso das normas de trânsito, de transporte, ambientais e trabalhistas. O conjunto de exigências torna o transporte de produtos perigosos uma atividade altamente regulada e tecnicamente estruturada.

Caixeta destaca que o desempenho positivo do setor é resultado direto de um ambiente altamente regulado e do comprometimento contínuo das empresas com a segurança operacional. “O transporte de produtos perigosos está entre as operações mais seguras do setor logístico, justamente em razão do elevado nível de regulamentação e controle existente. É uma atividade acompanhada de perto por diversos órgãos governamentais, o que resulta em exigências constantes de conformidade, fiscalização e melhoria contínua nas operações do dia a dia”, conclui o presidente.

No primeiro semestre de 2026, a ABTLP dará sequência à agenda de capacitação com a realização do ABTLP 360, em São José dos Pinhais (PR), evento técnico que reunirá palestras e debates ao longo de um dia, com foco nas operações do transporte de produtos perigosos e nas particularidades logísticas e regulatórias do estado do Paraná. A programação da entidade inclui, ainda, um simulado de atendimento a emergências no trecho norte do Rodoanel, em São Paulo, voltado à integração entre empresas, órgãos públicos e equipes de resposta, além do lançamento de um curso online sobre segurança no transporte de produtos perigosos, ampliando o acesso à qualificação profissional em todo o País.

Fonte: Imprensa ABTLP

Seminário vai debater o Sistema TIR como motor de integração e competitividade no Corredor Bioceânico

Notícias 10 de fevereiro de 2026

No dia 5 de março de 2026, o Bioparque Pantanal, em Campo Grande (MS), será palco do Seminário “O Sistema TIR como catalisador para integração e competitividade no Corredor Bioceânico”, evento que reunirá autoridades públicas, especialistas internacionais, representantes do setor produtivo e lideranças do Transporte Rodoviário de Cargas para debater os impactos logísticos, comerciais e institucionais da implementação do sistema global de trânsito aduaneiro TIR em sinergia com o desenvolvimento do Corredor Bioceânico.

Com apoio institucional da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística), o encontro tem como objetivo apresentar os benefícios que a adoção do TIR pode oferecer aos países que integram o Corredor, incluindo a conexão da rota sul-americana com mercados estratégicos da Ásia e da Europa, a facilitação do comércio internacional e o aumento dos fluxos de cargas de forma mais segura, previsível e eficiente.

A programação terá início às 8h30, com o credenciamento, seguido da abertura oficial às 9 horas. Às 9h45, o senador Nelsinho Trad abordará o impacto do Corredor Bioceânico no desenvolvimento do Mato Grosso do Sul, destacando a importância da infraestrutura logística como vetor de crescimento econômico e integração regional.

Na sequência, Lucas Lagier, da União Internacional dos Transportes Rodoviários (IRU), apresentará os benefícios do sistema TIR para a competitividade do Corredor Bioceânico, enquanto Ana Luiza Taliberti, também da IRU, detalhará as etapas para a implementação do TIR nos países do Corredor, abordando os aspectos técnicos, regulatórios e operacionais do processo.

Após o intervalo para almoço, a programação será retomada às 14 horas, com a palestra “A adoção da Convenção TIR no Corredor Bioceânico de Capricórnio: uma avaliação estratégica da INFRA S.A. para a facilitação do comércio regional”, ministrada por Elaine Radel, da INFRA S.A. Em seguida, uma mesa-redonda reunirá representantes dos setores público e privado para discutir como ampliar a eficiência do Corredor Bioceânico no trânsito internacional, promovendo maior integração, redução de custos e fluidez logística.

O evento será encerrado com uma sessão aberta de perguntas e respostas, seguida de coquetel de relacionamento, entre 16h15 e 17h30.

O Seminário conta com a participação da União Internacional dos Transportes Rodoviários (IRU), organização sediada em Genebra desde 1948, que conecta mais de 100 países por meio de soluções voltadas à mobilidade e à logística segura, eficiente e sustentável. Por mandato da Organização das Nações Unidas (ONU), a IRU administra o TIR, considerado o único sistema global de trânsito aduaneiro capaz de facilitar o comércio internacional, reduzir barreiras burocráticas e promover a integração entre mercados e sociedades.

Mais informações e inscrições estão disponíveis na página oficial do evento, clicando aqui.

Fonte: NTC&Logística








Congresso inicia ano legislativo com pautas estratégicas acompanhadas pelo setor

Notícias 10 de fevereiro de 2026

O início dos trabalhos do Congresso Nacional em 2026 colocou em evidência propostas com potencial impacto sobre a atividade transportadora, especialmente na área trabalhista e regulatória. A mensagem do Poder Executivo e a definição de prioridades da Câmara dos Deputados e do Senado Federal indicam o direcionamento da agenda legislativa, enquanto a instalação das comissões permanentes abre caminho para análise de matérias setoriais.

Entre os temas prioritários estão possíveis mudanças na jornada de trabalho e a regulamentação das atividades mediadas por plataformas digitais, propostas que podem afetar diretamente a organização operacional, os custos de mão de obra e a dinâmica de prestação de serviços no transporte e na logística.

Diante desse cenário, a CNT (Confederação Nacional do Transporte) atua no monitoramento das discussões e defende que alterações regulatórias sejam construídas com base técnica e previsibilidade jurídica. Segundo o diretor de Relações Institucionais da CNT, Valter Souza, a participação ativa no debate legislativo busca assegurar que as decisões considerem a realidade operacional do setor.

“O transporte acompanha de perto a pauta do Congresso e contribui tecnicamente para que temas estratégicos avancem com segurança jurídica e equilíbrio regulatório. Nosso objetivo é garantir condições para que o setor continue competitivo e capaz de atender às demandas da sociedade”, afirmou.

A entidade sustenta que medidas relacionadas a relações de trabalho, obrigações normativas e encargos setoriais devem considerar os impactos sobre produtividade, competitividade e sustentabilidade das empresas transportadoras.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), indicou a intenção de avançar na análise de temas trabalhistas e econômicos, enquanto o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), destacou a apreciação de projetos estruturantes nas áreas econômica e social como eixo do ano legislativo.

No plano institucional, a instalação das comissões permanentes marca o início da fase técnica da tramitação e concentra a atenção do setor transportador. Colegiados ligados à infraestrutura, desenvolvimento econômico e relações de trabalho passam a conduzir debates, audiências públicas e análise de proposições que tratam de regulação, investimentos e políticas públicas, definindo o ritmo de avanço das matérias.

Fonte: Agência CNT Transporte Atual

CNT: nova linha de financiamento impulsiona modernização da frota e eficiência do TRC

Notícias 06 de fevereiro de 2026

Autorizada pelo governo federal, a nova linha de financiamento para a renovação da frota de caminhões impulsiona a modernização do transporte rodoviário de cargas no Brasil e fortalece a eficiência operacional do setor, ao estimular a substituição de veículos antigos por modelos mais modernos, seguros e menos poluentes. A avaliação consta do Radar CNT do Transporte – Financiamento para a renovação da frota de caminhões, divulgado nesta quinta-feira (5).

A iniciativa foi instituída pela Medida Provisória nº 1.328/2025, publicada no Diário Oficial da União em 16 de dezembro, que destina R$ 6 bilhões para operações de crédito voltadas à aquisição de caminhões novos e seminovos. De acordo com a Confederação, a modernização da frota representa um avanço estrutural para o setor, com impactos positivos sobre a eficiência do segmento, a redução das emissões e a melhoria da qualidade do ar.

A CNT já demonstrou que a renovação dos veículos pesados de carga pode gerar ganhos ambientais de até 86,3%, a depender do volume de investimentos realizados pelo setor, contribuindo de forma significativa para a sustentabilidade e para a melhoria da qualidade do ar.
A linha de crédito contempla transportadores autônomos de cargas, cooperados, empresários individuais e empresas do setor, com valor máximo de financiamento de até R$ 50 milhões por beneficiário e prazo de reembolso de até 60 meses, incluindo carência de até seis meses.

Para solicitar o financiamento, empresários e transportadores autônomos devem procurar uma instituição financeira habilitada pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Caso a solicitação de crédito seja aprovada, o financiamento contará com recursos provenientes da Medida Provisória e do BNDES, na proporção de 60% e 40%, respectivamente.

A taxa de juros efetiva de cada operação depende do tipo de caminhão (novo ou seminovo), do perfil do transportador, da composição dos recursos do financiamento e da retirada de circulação do caminhão antigo. Além disso, há outros custos intrínsecos à contratação do crédito, como a taxa de análise cobrada pela instituição financeira e o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Para a diretora-executiva da CNT, Fernanda Rezende, embora a iniciativa represente um avanço relevante para a modernização da frota e para o aumento da eficiência do transporte de cargas, é fundamental que a política seja estruturada de forma permanente, com previsibilidade regulatória e segurança jurídica. “É fundamental que essa política seja transformada em lei, com garantia de recursos e condições adequadas, para viabilizar a renovação da frota ao longo do tempo”, afirma.

O que determina a Medida Provisória

O programa estabelece critérios técnicos e ambientais rigorosos. Para caminhões novos, são admitidos apenas veículos de fabricação nacional, cadastrados no BNDES e enquadrados nos padrões mais avançados de emissão do Proconve P8. No caso dos seminovos, restritos a pessoas físicas e cooperados, são aceitos apenas veículos fabricados a partir de 2012, enquadrados no Proconve P7, com exigências específicas de rastreabilidade fiscal e documental.

As taxas de juros variam conforme o perfil do transportador, o tipo de veículo financiado e o cumprimento das exigências de sustentabilidade, podendo oscilar entre 7,25% e 9,75% ao ano, sem considerar os custos adicionais à contratação de crédito, como IOF e taxas bancárias, o que reforça a importância da análise técnica das condições ofertadas pelas instituições financeiras em cada caso.

Acesse o Radar CNT do Transporte.

Fonte: Agência CNT Transporte Atual

Relatório “Transporte e a COP30” evidencia participação histórica do setor na agenda climática global

Notícias 06 de fevereiro de 2026

O protagonismo do Sistema Transporte na COP30, realizada em Belém (PA), ganhou registro oficial no Relatório da Atuação Técnica e Institucional do Transporte e a COP30, publicação que consolida ações, articulações e resultados do setor na agenda climática global. O documento evidencia a presença qualificada do transporte brasileiro no maior evento climático do planeta e reforça o papel do Brasil como liderança na construção de soluções voltadas à descarbonização e à mobilidade sustentável.

Ao longo de meses de preparação e atuação durante a Conferência, o Sistema Transporte participou de diálogos técnicos, firmou parcerias com organismos nacionais e internacionais e esteve presente, de forma ativa, em painéis decisivos, ampliando sua influência nos debates estratégicos sobre o futuro da mobilidade e da transição energética.

Os principais números

Durante a COP30, mais de 24 mil pessoas circularam pelos espaços promovidos pelo Sistema Transporte, que incluíram a Estação do Desenvolvimento, na Green Zone; o Pavilhão Internacional do Transporte, na Blue Zone; além de eventos de networking e atividades culturais realizadas na Jambu Arena. Ao todo, foram promovidos 101 painéis técnicos, com a participação de 148 instituições, 28 parceiros e patrocinadores, mais de 7,5 mil interações em ativações e representantes de 39 nacionalidades.

Na Green Zone, a Estação do Desenvolvimento recebeu mais de 10 mil visitantes, com uma programação que reuniu palestras, debates, ativações e cases de boas práticas em transporte sustentável, apresentados por meio do Mural de Soluções e de experiências interativas. Já na Blue Zone, o Pavilhão Internacional do Transporte – o primeiro da história de uma Conferência das Partes – atraiu cerca de 2.300 pessoas e se consolidou como espaço estratégico de articulação política e institucional com governos e organismos internacionais.

O presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, destacou o caráter transformador da participação do setor no evento. “A COP30 é o marco de uma transformação profunda e definitiva na matriz de transporte brasileira. Precisamos ampliar o uso de alternativas limpas, fortalecer os transportes ferroviário e hidroviário e avançar na multimodalidade. Essa mudança exige planejamento, segurança jurídica e cooperação entre governo, órgãos reguladores, entidades e empresas do setor. O transporte brasileiro assumiu seu papel na essência, que é ser parte da solução para a descarbonização, da competitividade e da sustentabilidade, deixando um legado duradouro para o país e o mundo.”

Preparação para a próxima edição da Conferência

Com os resultados alcançados na COP30, o Sistema Transporte já iniciou a organização interna para sua participação na COP31, que será realizada entre os dias 9 e 20 de novembro de 2026, em Antalya, na Turquia, sob um arranjo de presidência compartilhada com a Austrália. A presença brasileira nesse novo ciclo reforça o papel de liderança do setor nas discussões climáticas globais e evidencia a capacidade do transporte nacional de influenciar os rumos da mobilidade sustentável no cenário internacional.

Para o presidente Vander, “esse protagonismo significa assumir responsabilidades estratégicas na construção de soluções coletivas, fortalecendo a imagem do transporte brasileiro como ator comprometido com a descarbonização, a competitividade e a sustentabilidade”.

Acesse o relatório completo.

Fonte: Agência CNT Transporte Atual

Brasil desbloqueia novas rotas comerciais com o sistema TIR da ONU

Notícias 05 de fevereiro de 2026

O Brasil aderiu ao TIR, o único sistema de trânsito global. Esse desenvolvimento histórico abre caminho para um comércio mais eficiente e seguro na América do Sul e em todo o mundo.

O secretário-geral da IRU, Umberto de Pretto, afirmou: “A adesão do Brasil ao sistema global de trânsito TIR é um marco transformador para o país e para a região”.

“Com o TIR, o Brasil pode aumentar significativamente a eficiência e a segurança do comércio com seus países vizinhos e muito além. É isso que o TIR, a parceria público-privada mais antiga da ONU, vem fazendo há mais de 75 anos”, acrescentou.

O sistema TIR, apoiado pela ONU, ajudará o Brasil e a América do Sul a maximizar o investimento no Corredor Bioceânico, que conectará os oceanos Atlântico e Pacífico através do Brasil, Paraguai, Argentina e Chile.

O Corredor Bioceânico reforçará a liderança do Brasil na conectividade regional e elevará seu papel no cenário logístico da América do Sul. No entanto, sua competitividade seria prejudicada sem processos fronteiriços harmonizados. O TIR (Transportes Internacionais Rodoviários) é fundamental para concretizar o potencial do Corredor.

“A combinação desse grande investimento em infraestrutura, com a comprovada ferramenta de facilitação do comércio que é o TIR, é fundamental para o sucesso do Corredor Bioceânico”, afirmou Umberto de Pretto. “A infraestrutura é crucial, mas a harmonização dos processos transfronteiriços também é. Caso contrário, o Corredor corre o risco de se tornar apenas mais uma rota rodoviária, sem a competitividade necessária para atrair investimentos e comércio.”

A IRU criou o TIR em 1949. Tornou-se uma convenção das Nações Unidas em 1959, que mais tarde foi substituída pela atual Convenção TIR em 1975, após o advento da conteinerização, que tornou o TIR aplicável aos movimentos multimodais.

Testado e comprovado, o TIR reduz o tempo de trânsito nas fronteiras em até 92% e diminui os custos de transporte em até 50%.

Mais sobre TIR

Gerido pela IRU sob mandato das Nações Unidas, o TIR permite o transporte de mercadorias de um país para outro, transitando por quantos países forem necessários ao longo do percurso, através de um sistema seguro, multilateral, multimodal e mutuamente reconhecido.

As mercadorias são seladas no ponto de origem e só são reabertas no destino – independentemente do número de fronteiras nacionais que atravessarem.

O TIR também oferece uma garantia financeira para o pagamento de impostos e taxas suspensos.

Fonte: Portal NTC

NTC&Logística promove o primeiro encontro institucional de 2026 na sede da entidade, em Brasília

Notícias 04 de fevereiro de 2026

A NTC&Logística promoveu na terça-feira, dia 3 de fevereiro, um momento especial na sede da entidade, em Brasília: o primeiro encontro institucional de 2026 realizado nas intalações da entidade, após as melhorias estruturais inauguradas em dezembro de 2025. A iniciativa foi selada com um almoço que congregou lideranças setoriais, autoridades e parlamentares.

Conduzido pelo presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi – ao lado do vice-presidente extraordinário de Assuntos Políticos, José Hélio Fernandes, e da assessora de Relações Institucionais, Edmara Claudino –, o evento foi prestigiado com a presença do senador Wellington Fagundes (PL-MT); do presidente do Sistema Transporte, Vander Costa; do vice-presidente do Transporte Rodoviário de Cargas da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Flávio Benatti; do presidente da Seção I – do Transporte Rodoviário de Passageiros da CNT, Rubens Lessa; do diretor de Relações Institucionais da CNT, Valter Souza; da diretora executiva nacional do SEST SENAT, Nicole Goulart; do diretor do Instituto de Transporte e Logística (ITL), João Victor Mendes; do presidente da Federação Interestadual das Empresas de Transporte de Cargas & Logística (FENATAC), Paulo Lustosa, e demais convidados.

Os participantes puderam dialogar sobre temas estratégicos relacionados ao Transporte Rodoviário de Cargas, com foco nas pautas que devem integrar a agenda do setor ao longo de 2026, além das frentes de trabalho que serão desenvolvidas pela NTC&Logística em articulação com o Congresso Nacional, o poder público e entidades representativas.

Com a consolidação desse espaço e da agenda institucional, a sede da NTC&Logística em Brasília reforça seu papel como ambiente permanente de diálogo, articulação e construção de agendas estratégicas, fortalecendo a atuação da entidade junto aos Poderes da República e às lideranças do setor.

Fonte: Portal NTC

CNI aponta juros como responsáveis por desaceleração da indústria

Notícias 03 de fevereiro de 2026

O alto nível da Taxa Selic – juros básicos da economia – foi o principal responsável pela estagnação da indústria no fim de 2025, avaliou a Confederação Nacional da Indústria (CNI), ao comentar a Pesquisa Industrial Mensal, divulgada nesta terça-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo a entidade, o ciclo de juros altos, atualmente em 15% ao ano, encareceu o crédito e drenou o apetite dos consumidores. O cenário foi agravado por uma demanda interna insuficiente e pelo avanço das importações, que capturaram parte significativa do mercado brasileiro, sustenta a CNI.

O diretor de Economia da CNI, Mário Sérgio Telles, avalia como “enorme” o prejuízo causado pelos juros.

“O patamar punitivo da taxa Selic encareceu o crédito ao setor produtivo, que segurou investimentos e reduziu o apetite dos consumidores por produtos industriais. O prejuízo causado pelos juros altos é enorme. Em 2024, com a Selic menor, a demanda doméstica por bens da indústria de transformação cresceu quatro vezes mais do que a demanda registrada até novembro de 2025”, ressaltou Telles, em nota.

Esse enfraquecimento, ressaltou o diretor da CNI, resultou em estoques acima do planejado e na queda de 0,2% na produção da indústria de transformação, que converte matérias-primas em bens de consumo.

A análise da Confederação também alerta para a pressão externa: as compras de bens de consumo no exterior saltaram 15,6% no ano passado. Ao mesmo tempo em que a indústria nacional reduzia o ritmo, os produtos importados preenchiam as lacunas, dificultando qualquer tentativa de recuperação do empresariado local ao longo dos dois semestres de 2025.

Queda na confiança

Esse efeito conjunto impactou severamente o Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei), divulgado no fim de janeiro, que registrou o pior desempenho para o mês em dez anos. Com o indicador operando abaixo dos 50 pontos – linha que separa o otimismo do pessimismo – há 13 meses, a CNI diagnostica um quadro de falta de confiança persistente, o que paralisa investimentos essenciais para a modernização e expansão das fábricas brasileiras.

Para a CNI, sem uma mudança na política de juros e no estímulo à demanda interna, o crescimento deste ano está em risco. A entidade receia que a inércia produtiva e a baixa intenção de contratação se estendam, prejudicando não apenas a indústria de transformação, mas o desempenho de toda a economia nacional no curto prazo.

A pesquisa do IBGE confirmou a perda de fôlego do setor. A produção industrial fechou 2025 com um crescimento de apenas 0,6%, um resultado modesto se comparado à expansão de 3,1% registrada em 2024. O levantamento oficial detalha que a desaceleração ganhou força no segundo semestre, acompanhando justamente o aperto monetário.

Fonte: Portal NTC

Ponto de Parada: momento de se atualizar, compartilhar e se fortalecer

Notícias 02 de fevereiro de 2026

Capacitar para transformar. Foi com esse propósito que o Transcares lançou o Ponto de Parada, projeto voltado à discussão de temas estratégicos que impactam diretamente a gestão e a operação das empresas do transporte rodoviário de cargas. A iniciativa, uma das novidades do sindicato este ano, nasce como um espaço de troca, atualização e fortalecimento do segmento diante dos desafios cada vez mais complexos do mercado.

Gratuito e com edições mensais, a ideia é que cada encontro conte com a participação de um convidado especialista, de modo que seja possível aos empresários e gestores terem acesso a informações atualizadas, aplicáveis na prática. E a mediadora será sempre a assessora jurídica do Transcares Alessandra Lamberti.

O cronograma teve início no dia 27 de janeiro e a primeira edição teve como tema Saúde Mental no Transporte: Onde Começa o Risco Jurídico do Empregador?”, escolhido em razão do avanço normativo sobre a gestão de riscos psicossociais no ambiente de trabalho. Naquele dia, a médica do trabalho Izabel Marize Almeida foi a convidada para falar de exames ocupacionais, ASO e passivos trabalhistas.

“Com a atualização da NR-01 e a incorporação explícita dos riscos psicossociais no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, as empresas passaram a enfrentar não apenas um novo dever normativo, mas também um novo campo de exposição jurídica. O segmento de transporte de cargas, em especial, concentra fatores críticos como jornadas extensas, metas operacionais, pressão por prazos, isolamento social e alta responsabilidade, o que torna o tema especialmente relevante e urgente”, argumentou Alessandra, que saiu da edição de lançamento com a sensação de dever cumprido.

“Tivemos ótima participação, tanto em termos de quórum quanto de engajamento. Todos demonstraram interesse ativo no tema, com manifestações e perguntas que puderam ser respondidas diretamente pelo especialista convidado. A dinâmica do evento permitiu uma abordagem prática e realista, conectando a legislação, a atuação fiscalizatória e a jurisprudência trabalhista à rotina operacional das empresas. Isso gerou um ambiente de troca qualificada”.

CNT amplia representatividade dos transportes aquaviário e portuário com certificação de novas entidades

Notícias 02 de fevereiro de 2026

Os transportes aquaviário e portuário brasileiros ganharam mais peso institucional. A CNT oficializou a certificação da ABTL (Associação Brasileira de Terminais de Líquidos) e da Abepra (Associação Brasileira de Portos Secos e Clias) como entidades associadas à Confederação. A iniciativa amplia a representatividade de segmentos estratégicos para a logística, indústria e economia do país.

A ABTL reúne 33 terminais aquaviários e terrestres, responsáveis pela movimentação de cerca de 60 milhões de toneladas de cargas por ano, incluindo petróleo, derivados, etanol, produtos químicos, corrosivos e óleos vegetais. Os terminais multipropósito vinculados à Associação atendem diretamente ao maior polo industrial químico da América Latina, localizado em São Paulo, e contam com a participação de grandes multinacionais do setor, além de empresas nacionais de destaque. A atuação da entidade abrange combustíveis, químicos e óleos vegetais, com impacto direto na indústria química e na exportação de produtos como o óleo de soja.

Com 50 anos de atuação, a Abepra representa empresas privadas que operam portos secos e clias em todas as regiões do Brasil. Esses recintos alfandegados de uso público, localizados em zona secundária, são responsáveis por operações de movimentação, armazenagem e despacho aduaneiro de mercadorias e bagagens, sob o controle da Receita Federal, da Anvisa e do Mapa. A entidade reúne associados instalados em 11 estados, próximos aos principais centros consumidores e produtores do comércio internacional, e atua para interiorizar o desembaraço aduaneiro, tornando a logística mais eficiente e econômica.

Para o presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, com a entrada das duas entidades, a CNT amplia sua capacidade de articulação junto aos Poderes da República e aprofunda o debate sobre temas estratégicos, como infraestrutura portuária, licenciamento ambiental, inovação tecnológica e qualificação de mão de obra. “Os transportes aquaviário e portuário são estratégicos para o Brasil por garantir competitividade às exportações. A certificação da ABTL e da Abepra valoriza nossa influência institucional e reforça nosso trabalho ao dar voz a todos os modais, consolidando o papel da CNT como articuladora de políticas públicas e soluções para o desenvolvimento do setor.”

Representatividade ampliada

Segundo o presidente da ABTL, Carlos Kopittke, a integração ao quadro de entidades associadas da CNT fortalece o setor. “Essa certificação nos aproxima e nos estimula a oferecermos suporte técnico qualificado à logística nacional e incentivarmos práticas que tornem o transporte mais eficiente e sustentável.”

Para o diretor-presidente da Abepra, Elielson Gonçalves de Almeida, a certificação pela CNT reforça a participação dos portos secos na logística nacional. “A entrada da Abepra no quadro de entidades associadas da CNT fortalece nossa capacidade de representar os portos secos e clias como plataformas de logística integrada. Essa parceria amplia a voz institucional do setor e contribui para interiorizar o comércio exterior, descentralizando o desembaraço e aproximando os serviços aduaneiros das regiões produtivas do país.”

Institucional

A CNT é a entidade máxima de representação do setor de transporte no Brasil. Sua estrutura é formada pelo Conselho de Representantes, composto por 29 federações e cinco sindicatos nacionais, que constitui o órgão deliberativo superior da Confederação. Além dele, a CNT conta com Diretoria, Conselho Fiscal e Conselho de Ex-Presidentes. Com as novas certificações, o quadro de entidades associadas da CNT passa a contar com 29 associadas.

Fonte: Agência CNT Transporte Atual

Nova plataforma CNT Data amplia acesso a informações estratégicas do transporte

Notícias 02 de fevereiro de 2026

O CNT Data foi lançado oficialmente como a nova plataforma de dados e inteligência voltada à consolidação, organização e ampliação do acesso às informações estratégicas do setor de transporte. Em um ambiente digital integrado, a ferramenta reúne mais de 600 publicações da Confederação, distribuídas em painéis interativos, estudos técnicos e indicadores atualizados, com foco em agilidade, confiabilidade e facilidade de uso para empresários, gestores públicos, pesquisadores, jornalistas e demais públicos interessados.

Criado para se tornar a principal fonte de referência sobre dados do transporte no país, o CNT Data conta com atualização contínua das informações e uma infraestrutura digital segura e estável, preparada para altos volumes de acessos. Disponível no endereço data.cnt.org.br, o portal concentra conteúdos organizados de forma clara, com navegação intuitiva e experiência orientada ao usuário.

Entre os principais diferenciais estão os novos painéis interativos, desenvolvidos com tecnologias e recursos avançados de visualização. As ferramentas permitem acompanhar indicadores de forma dinâmica, utilizar mapas georreferenciados, , além de compartilhar conteúdos diretamente nas redes sociais. O ambiente também incorpora mecanismos de avaliação, que estimulam a participação dos usuários e contribuem para o aprimoramento contínuo da plataforma.

As publicações técnicas da CNT passaram por um processo de modernização e agora podem ser consultadas diretamente na tela, sem necessidade de download. Os estudos contam com recursos de busca por palavras-chave, localização automática de termos, diferentes opções de impressão, zoom e navegação facilitada, ampliando a usabilidade e o acesso à informação.

Todo o ecossistema do CNT Data está organizado em uma página centralizada, estruturada por botões informativos que destacam indicadores de alto impacto para o setor. A disposição dos conteúdos permite localizar rapidamente temas como infraestrutura, logística, transporte, mobilidade urbana, segurança viária, sustentabilidade e desempenho econômico, entre outros.

Além de qualificar o acesso aos dados, a plataforma foi concebida para evoluir constantemente. O CNT Data já está preparado para incorporar, de maneira progressiva, serviços baseados em inteligência artificial, capazes de interagir com o usuário, responder a perguntas específicas e gerar recortes personalizados de informações sobre o transporte.

Para a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende, a nova ferramenta representa um avanço na democratização e na qualificação do acesso aos dados do setor. “Reunimos, em uma única plataforma, dados confiáveis, atualizados e apresentados de forma clara, para apoiar empresários, gestores públicos, pesquisadores e a sociedade na tomada de decisões. É uma ferramenta que reforça o nosso compromisso com a inovação, a transparência e o apoio ao desenvolvimento do transporte”, destacou.

O CNT Data já está disponível para todos os usuários, via cadastro prévio, por meio do link: https://data.cnt.org.br

Fonte: Agência CNT Transporte Atual

90 anos do Setcesp: Presidente do Sistema Transporte defende endurecimento contra o roubo de cargas

Notícias 30 de janeiro de 2026

“A melhor forma de combater o roubo de cargas é dar prejuízo a quem ganha dinheiro com isso.” A afirmação do presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, sintetizou o tom de sua participação no evento que marcou os 90 anos do Setcesp (Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região), realizado nessa segunda-feira (26), no Anhembi, em São Paulo (SP). Ao abordar a segurança nas rodovias, o dirigente afirmou que o setor está na reta final para aprovar uma legislação voltada à responsabilização de quem lucra com a prática criminosa.

Segundo Vander Costa, o enfrentamento efetivo do roubo de cargas exige atingir toda a cadeia econômica envolvida, e não apenas os executores diretos do crime. “Combater o roubo nas estradas é importante, mas só vamos conseguir êxito quando atingirmos aquela pessoa que está ganhando dinheiro: o acionista da empresa receptadora”, afirmou. “Ele não dá ordem para roubar, mas, sim, para receber o resultado e ter a melhor bonificação. Os agentes de ponta entendem que o roubo é a forma de entregar mais unidades”, completou.

Ao ampliar a análise sobre o papel do setor de transporte, o presidente do Sistema Transporte relembrou a atuação dos transportadores durante a pandemia da covid-19 e em outras situações de emergência, como as enchentes no Sul do país. “Ninguém deixou de trabalhar um dia sequer. Transportamos vacinas, remédios, respiradores e alimentos”, destacou. Ele também ressaltou os avanços ambientais alcançados com a modernização da frota. “Ao sairmos do Euro 0 para o Euro 5, reduzimos 90% das emissões. Para o Euro 6, reduzimos 95%. É muito significativo”, afirmou, ao defender uma atuação cada vez mais responsável e eficiente do setor na mitigação de impactos ambientais.

Além de reforçar o combate ao roubo de cargas como uma das principais prioridades do setor, Vander Costa participou da entrega de uma placa em homenagem aos 90 anos do Setcesp e agradeceu ao presidente da entidade, Marcelo Rodrigues, pela realização do evento. Ao cumprimentar as autoridades presentes, como o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e o secretário de Governo e Relações Institucionais de São Paulo, Gilberto Kassab, ressaltou a importância do diálogo entre governo e empresários para o desenvolvimento do país. Também parabenizou ex-presidentes, ex-diretores e toda a equipe da entidade, destacando a trajetória coletiva que consolidou o sindicato como referência no setor.

Na abertura da programação oficial, o presidente do Setcesp, Marcelo Rodrigues, destacou o caráter coletivo da trajetória da entidade e o papel estratégico do transporte rodoviário de cargas para o país. Em seu discurso, afirmou que os 90 anos do sindicato representam a soma de desafios, conquistas e um compromisso permanente com o desenvolvimento nacional. “Representamos um setor que, muitas vezes, só é lembrado quando para, mas que trabalha todos os dias para que o Brasil nunca pare”, afirmou.

O evento também contou com a participação da diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende, e a diretora adjunta do ITL (Instituto de Transporte e Logística), Eliana Costa.

Celebração

A comemoração dos 90 anos do Setcesp reuniu executivos, empresários, autoridades e representantes do transporte rodoviário de cargas de diferentes regiões do país. Fundada em 1936, a entidade é considerada a maior organização empresarial do setor na América Latina e representa empresas da Grande Região Metropolitana de São Paulo junto a órgãos governamentais e regulatórios. Além de relembrar marcos institucionais, o encontro também foi um espaço para o debate de desafios atuais do setor, como segurança, sustentabilidade, modernização da frota e integração modal.

Fonte: Agência CNT Transporte Atual

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