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Venda de caminhões usados cresce 27,7% em 2025 e atinge 444,8 mil unidades

Notícias 09 de janeiro de 2026

O mercado brasileiro de caminhões usados encerrou 2025 em forte expansão e reforçou seu papel estratégico para o transporte rodoviário de cargas em um cenário marcado por juros elevados, crédito restrito e maior cautela nos investimentos. As transferências de caminhões cresceram 27,7% no acumulado do ano, totalizando 444,8 mil unidades, de acordo com dados da Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto), com base nos registros da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).

O desempenho evidencia a relevância do mercado secundário em um momento em que a renovação da frota ocorre de forma mais gradual. O envelhecimento da frota nacional, a necessidade de recomposição da capacidade operacional e o alto custo dos veículos novos levaram transportadores a recorrerem com maior intensidade aos caminhões usados ao longo do ano, segundo análise da Fenauto. Mesmo com momentos de desaceleração da atividade econômica, o segmento manteve volumes elevados e crescimento consistente.

Seminovos lideram a expansão

O avanço do mercado foi puxado principalmente pelos seminovos, com até três anos de uso, cujas transferências aumentaram 40,3% em 2025. O movimento indica que empresas com maior capacidade financeira optaram por veículos mais novos, porém fora do mercado de zero-quilômetro, buscando um equilíbrio entre menor investimento inicial, confiabilidade mecânica e disponibilidade imediata.

Os chamados usados jovens, com idade entre quatro e oito anos, também apresentaram crescimento relevante, de 12,3%. Já os veículos maduros, entre nove e 12 anos de uso, tiveram desempenho praticamente estável, com leve alta de 0,5%, sinalizando um mercado mais próximo da saturação nessa faixa etária. Os caminhões com mais de 13 anos registraram crescimento de 21,0%, sustentados principalmente pela demanda de pequenos transportadores e caminhoneiros autônomos, mais sensíveis às condições de financiamento.

Volvo FH lidera mercado de usados

Entre os modelos mais negociados no mercado de caminhões usados, Volvo e Mercedes-Benz seguem dominando as transferências. O Volvo FH foi o modelo mais vendido em 2025, com 2.897 unidades, seguido pelo Ford Cargo, com 2.621, e pelo Mercedes-Benz Atego, que somou 1.668 transferências no ano.

Também figuram entre os modelos mais comercializados o Mercedes-Benz Axor, o Actros e caminhões clássicos como o Mercedes-Benz 1113, evidenciando a longevidade desses veículos na frota brasileira. A preferência por marcas tradicionais está associada à robustez mecânica, maior oferta de peças e ampla rede de serviços, fatores decisivos no mercado de segunda mão. Veja ranking completo mais abaixo.

Nordeste lidera crescimento regional

No recorte regional, o crescimento do mercado de caminhões usados foi liderado pelo Nordeste, com alta de 25,3% em 2025. O Centro-Oeste aparece na sequência, com avanço de 20,9%, impulsionado pela dinâmica do agronegócio e pela necessidade de transporte de longa distância. O Sul registrou crescimento de 14,6%, enquanto o Sudeste, maior mercado em volume absoluto, avançou 15,2% no acumulado do ano.

Segundo a Fenauto, o desempenho mais acelerado fora do eixo Sudeste reflete a interiorização da atividade logística, o fortalecimento das cadeias agroindustriais e a expansão da demanda por transporte em regiões com menor acesso ao crédito formal.

Termômetro do transporte de cargas

Especialistas avaliam que o mercado de caminhões usados funciona como um termômetro da saúde do transporte rodoviário de cargas. Em períodos de maior incerteza econômica, o segmento tende a ganhar tração ao permitir a continuidade das operações sem comprometer excessivamente o caixa das empresas.

Com a perspectiva de manutenção dos juros em patamares elevados no curto prazo, a expectativa do setor é que o mercado de caminhões usados siga relevante em 2026, tanto como porta de entrada para novos transportadores quanto como alternativa para a renovação gradual da frota das empresas já estabelecidas.

Fonte: Transporte Moderno

Participe da Pesquisa Salarial no Transporte Rodoviário de Cargas – segmento de Carga Fracionada

Notícias 08 de janeiro de 2026

Levantamento reúne informações sobre a remuneração de motoristas em diferentes regiões e segmentos do setor

A NTC&Logística, por meio do seu Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas (DECOPE), iniciou uma nova pesquisa, com foco na realidade salarial dos motoristas de caminhão que atuam no Transporte Rodoviário de Cargas, no segmento de carga fracionada.

O levantamento tem como objetivo reunir informações atualizadas sobre os salários praticados em diferentes regiões e segmentos do setor, contribuindo para a elaboração de estudos técnicos e análises que orientem a atuação da Associação junto às empresas, entidades e autoridades públicas.

De acordo com o DECOPE, a participação das empresas é essencial para garantir a representatividade dos dados e aprimorar o entendimento sobre a estrutura de custos e remuneração no transporte de cargas. As informações obtidas permitirão identificar padrões, variações regionais e tendências que impactam diretamente a competitividade e a gestão das operações no setor.

Todas as respostas serão tratadas de forma confidencial, e os resultados consolidados serão divulgados posteriormente pela NTC&Logística em seus canais oficiais.

A pesquisa pode ser respondida de forma rápida e está disponível no link abaixo.

Participe e contribua para o fortalecimento do setor, clique aqui.

Fonte: NTC&Logística 

Acidentes em estradas federais durante o feriado matam 109 pessoas

Notícias 08 de janeiro de 2026

Nos seis dias da Operação Ano Novo, PRF registrou 1.152 sinistros

Os acidentes em estradas federais durante o feriado do ano novo resultaram na morte de 109 pessoas e em 1.315 feridos, segundo números da Operação Ano Novo, divulgados nesta segunda-feira (5) pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).

O levantamento contabiliza os acidentes entre os dias 30 de dezembro de 2025 e 4 de janeiro de 2026. Durante o período, foram reforçados os trabalhos de fiscalização de trânsito e de prevenção de sinistros causados por condutas de risco.

Nos seis dias da Operação Ano Novo feita na transição 2024 para 2025, entre 27 de dezembro e 1º de janeiro do ano passado, foram contabilizadas 79 mortes e 1.339 pessoas feridas nas rodovias federais do país.

Segundo a PRF, as fiscalizações na operação mais recente resultaram na abordagem de 101.118 pessoas e de 74.594 veículos. Foram contabilizados 1.152 sinistros de trânsito.

Estados

Os estados com maior número de sinistros de trânsito foram Minas Gerais (5.040), seguido do Mato Grosso do Sul (4.885) e Santa Catarina (4.517).

Apesar de a Operação Ano Novo já ter sido encerrada, os números ainda podem ser atualizados, na medida em que as informações venham a ser consolidadas nos sistemas da PRF.

Alcoolemia

De acordo com a PRF, durante o feriado de ano novo foram feitos 61.426 testes de alcoolemia, que resultaram em 789 autuações por embriaguez.

Essas autuações vão desde a recusa ao teste até a constatação da presença da substância no organismo. Pessoas que apresentam sinais de consumo de bebidas alcoólicas podem, portanto, ser autuadas.

“Nos seis dias de operação, 41 pessoas foram detidas por apresentar sinais de embriaguez ou teor alcoólico no organismo considerado crime pela legislação de trânsito”, informou a PRF.

Outras infrações

Os policiais flagraram 23.079 veículos acima do limite de velocidade. Os três estados com maior número de flagrantes de veículos com excesso de velocidade foram Minas Gerais (4.105), Paraná (3.818) e Rio Grande do Sul (1.837).

Entre as demais infrações registradas nas rodovias federais estão a de ultrapassagem proibida (3.438); não uso de cinto de segurança ou de dispositivos de retenção para crianças (3.470) e uso de celular durante a direção de veículo (341).

Fonte: Agência Brasil

A nova tecnologia dos radares em 2026 que vai punir quem freia apenas em cima da hora

Notícias 06 de janeiro de 2026

A introdução do radar Doppler no Brasil promete transformar a fiscalização de velocidade nas estradas, alterando a forma como os motoristas se comportam ao longo das vias.

Este sistema não se limita a medir velocidades em pontos fixos, mas calcula a velocidade média ao longo de um trecho controlado, eliminando práticas como a de reduzir a velocidade apenas ao se aproximar de um radar.

Além do controle de velocidade, a inovação permite capturar outras práticas arriscadas, como o uso de celular ao volante e o avanço de sinal vermelho.

Essa tecnologia vem sendo instalada desde 2019 em diversas regiões do país, como Salvador (BA), Goiás (GO) e outros locais, sinalizando uma era de maior rigor na fiscalização.

Funcionamento do radar Doppler

O radar Doppler funciona através da instalação de dois dispositivos ao longo de um trecho rodoviário, geralmente separado por cerca de um quilômetro.

O primeiro radar registra o momento exato em que o veículo entra no trecho, enquanto o segundo calcula se o tempo gasto para completar o percurso está dentro do limite de velocidade permitido.

Se o tempo for menor que o estipulado, considera-se que houve excesso de velocidade, e a infração é registrada.

Essa abordagem tem como objetivo garantir um trânsito mais seguro, onde motoristas sejam constantemente alertados e obedientes às regras rodoviárias.

Desafios regulatórios

Apesar das vantagens, a regulamentação dos radares Doppler ainda enfrenta desafios burocráticos. O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) trabalha para regulamentar o uso desses equipamentos. A previsão é que o processo de regulamentação seja concluído em breve.

A expectativa é que, uma vez regulamentados, os radares Doppler se tornem padrão nas estradas brasileiras, proporcionando um controle de trânsito mais eficiente e diminuindo as infrações e acidentes.

Fonte: Revista Crusoé

Reforma tributária começa fase de transição com testes de novos impostos em 2026

Notícias 06 de janeiro de 2026

A reforma tributária começa a valer de forma gradual a partir deste ano. Desde 1º de janeiro, a maioria das empresas passou a emitir notas fiscais com a indicação dos novos impostos, a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).

A CBS substitui o PIS, a Cofins e o IPI, que são tributos federais. Já o IBS vai substituir o ICMS, dos estados, e o ISS, dos municípios.

Neste primeiro momento, o novo sistema funciona em fase de testes. As informações fiscais são registradas, mas ainda não há cobrança efetiva dos novos tributos.

O deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), relator da proposta que resultou na Emenda Constitucional 132, afirma que a reforma traz simplificação e mais transparência ao sistema tributário.

“Essa reforma vai impactar profundamente o país, porque traz a simplificação tributária, elimina a cumulatividade e aumenta a transparência. Hoje, o cidadão não sabe quanto paga de imposto”, afirmou.

A cobrança efetiva da CBS e do Imposto Seletivo – que incide sobre produtos prejudiciais à saúde e ao meio ambiente – começa em 2027.

Já o IBS entra em fase de transição a partir de 2029, com a extinção total do ICMS e do ISS prevista para 2033.

O deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), relator do grupo de trabalho da reforma tributária na Câmara, destacou que a medida foi regulamentada pela Lei Complementar 214/25, aprovada no ano passado.

“Estamos criando um novo sistema tributário que ajuda na reindustrialização do país e acaba com a guerra fiscal entre os estados, que prejudicou a sociedade brasileira”, disse.

Outra etapa da reforma foi relatada pelo deputado Mauro Benevides Filho (PDT-CE). O texto, aprovado pela Câmara e pelo Senado, ainda aguarda sanção presidencial.

Para Benevides, os efeitos completos da reforma, previstos para 2033, devem reduzir custos e gerar empregos.

“Isso vai significar uma diminuição do custo de produção e também um aumento do emprego na economia brasileira”, afirmou.

Entre as novidades da reforma, está o cashback tributário, que prevê a devolução de parte dos impostos a famílias de baixa renda inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), com renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa.

Além disso, os produtos da cesta básica terão alíquota zero dos tributos sobre consumo.

Durante a tramitação da reforma, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), destacou o trabalho conjunto do Legislativo e do Executivo para construir um modelo com menos burocracia, mais agilidade e menor custo para o cidadão contribuinte.

Fonte: Agência Câmara de Notícias 

2026 é o ano em que sua transportadora pode se adequar à nova legislação climática. Saiba mais

Notícias 05 de janeiro de 2026

O ano de 2026 marca um ponto de virada para as empresas brasileiras, especialmente para o Transporte Rodoviário de Cargas. Com a regulamentação do Mercado Brasileiro de Redução de Emissões (MBRE), instituído pela Lei nº 14.948/2024, a gestão das emissões de gases de efeito estufa passa a integrar, de forma definitiva, a agenda regulatória e estratégica das empresas.

Diante desse cenário, a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) firmou uma parceria com a Domani Global, especializada em soluções ESG e gestão de emissões, para apoiar as transportadoras que desejam se adequar já em 2026, de forma estruturada, segura e compatível com a realidade do setor.

A legislação estabelece que empresas que emitam acima de 10 mil toneladas de CO2 equivalente (CO2e) por ano devem realizar e reportar seus inventários de emissões. Já aquelas que ultrapassarem 25 mil toneladas anuais precisam, além disso, apresentar planos de mitigação e compensação. Para muitas empresas do transporte, 2026 representa o momento ideal para organizar dados, estruturar processos e iniciar essa jornada com planejamento.

Segundo a PwC Brasil (2024), 62% das grandes empresas brasileiras já adotam práticas ESG estruturadas, e essa exigência vem sendo cada vez mais estendida às cadeias logísticas e aos prestadores de serviço. Para as transportadoras, adequar-se em 2026 significa reduzir riscos regulatórios, manter competitividade, atender às exigências de embarcadores e se posicionar de forma mais estratégica no mercado.

A parceria entre a NTC&Logística e a Domani Global foi estruturada justamente para atender esse momento, oferecendo soluções práticas, acessíveis e escaláveis, permitindo que empresas de todos os portes avancem no ESG com apoio técnico especializado e previsibilidade de custos.

Soluções disponíveis para empresas associadas à NTC&Logística em 2026

  • Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE)
    Mensuração nos escopos 1, 2 e 3, conforme padrões técnicos e exigências legais.
  • Plataforma Domani SaaS – Sustainability as a Service
    Ferramenta digital para gestão ESG, acompanhamento mensal e geração automática de relatórios.
  • Diagnóstico ESG e Plano de Descarbonização
    Identificação de riscos, oportunidades e definição de estratégias para redução e compensação de emissões.
  • Treinamentos e capacitações corporativas
    Formação técnica para equipes operacionais, administrativas e comerciais, com certificação.
  • Certificação e Selo Carbono Neutro
    Para empresas que realizarem a compensação de suas emissões por meio de projetos certificados.
  • Atendimento especializado para o transporte rodoviário de cargas
    Suporte técnico com foco na realidade operacional das transportadoras.

Os pacotes foram desenvolvidos para atender micro, pequenas, médias e grandes empresas, com condições diferenciadas para associadas da NTC&Logística, permitindo que a adequação às exigências ambientais aconteça já em 2026, de forma planejada e sustentável.

Serviço

Domani Global – Sustentabilidade para o Transporte de Cargas

E-mail: contato@domani.global

Telefone/WhatsApp: +55 11 99559-8402

Site: www.domani.global

Redes sociais: LinkedIn, Instagram e demais plataformas oficiais

Código de desconto exclusivo para associadas da NTC&Logística: NTC15

Fonte: NTC&Logística

ANTT habilita Ponte da Integração Jaime Lerner e abre novo caminho para o transporte internacional de cargas e passageiros entre Brasil e Paraguai

Notícias 17 de dezembro de 2025

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) deu um passo decisivo para a modernização e a organização do transporte rodoviário internacional na fronteira entre Brasil e Paraguai. Por meio da Deliberação nº 487, publicada nesta terça-feira (16/12) no Diário Oficial da União, a Diretoria Colegiada da Agência habilitou ao tráfego rodoviário internacional de cargas e passageiros o ponto de fronteira da 2ª Ponte Rodoviária Internacional sobre o Rio Paraná – Ponte da Integração Jaime Lerner, que liga Foz do Iguaçu (PR) a Presidente Franco, no Paraguai. O processo teve como relator o diretor da ANTT Severino Medeiros.

A decisão de habilitação desse novo ponto de fronteira faz parte do exercício de uma atribuição regulatória da ANTT, prevista na Lei nº 10.233/2001 e acordos internacionais firmados pelo Brasil, que permite a inserção da nova travessia no sistema oficial do transporte rodoviário internacional brasileiro. Com a habilitação, a Ponte da Integração passa a integrar formalmente o marco regulatório do setor, possibilitando sua utilização em rotas internacionais regulares de cargas e passageiros por empresas devidamente autorizadas.

O início da operação internacional observará todos os requisitos legais e institucionais, não começando de imediato. O tráfego somente ocorrerá após o alfandegamento pela Receita Federal do Brasil e a operacionalização pelas autoridades competentes, assegurando controle aduaneiro, segurança fiscal, migratória e sanitária, pelos órgãos de fronteira brasileiros e paraguaios.

A Ponte da Integração Jaime Lerner é uma obra pública federal binacional, resultante de acordo entre Brasil e Paraguai. No lado brasileiro, a infraestrutura foi executada sob coordenação do Governo Federal, com participação do DNIT e do Ministério dos Transportes. Não há contrato de concessão rodoviária específico da ANTT para a ponte, nem exploração econômica pela Agência. Embora a estrutura se conecte à BR-277, rodovia federal que possui trechos concedidos e regulados pela ANTT, o acesso à ponte ocorre pela Perimetral Leste de Foz do Iguaçu, que não integra, até o momento, contrato de concessão vigente.

Menos congestionamento, mais eficiência e qualidade de vida

Projetada para desviar o tráfego pesado da Ponte da Amizade, a Ponte da Integração oferece uma solução concreta para um gargalo histórico da região. O novo eixo dedicado ao transporte de cargas contribui para reduzir congestionamentos, melhorar os tempos de deslocamento e aumentar a segurança viária, beneficiando motoristas, moradores e turistas. Os impactos positivos se estendem ao comércio exterior brasileiro, que passa a contar com uma rota mais moderna, eficiente e integrada.

Com 760 metros de extensão e 470 metros de vão livre – o maior da América Latina –, a ponte estaiada é um marco da engenharia e da cooperação binacional. No Brasil, conecta-se à Perimetral Leste, que integra a travessia à BR-277. No Paraguai, o acesso ocorre pelo Contorno Metropolitano de Leste, concebido para retirar o tráfego pesado das áreas urbanas. O conjunto dessas intervenções consolida a ponte como um complexo logístico internacional, preparado para atender às demandas atuais e futuras do transporte rodoviário.

O trecho brasileiro da estrutura leva oficialmente o nome de Ponte da Integração Jaime Lerner, conforme a Lei nº 14.380/2022, em homenagem ao arquiteto e urbanista que marcou profundamente o desenvolvimento urbano do Paraná e do Brasil. A denominação simboliza integração, planejamento e visão de futuro – valores que se refletem no papel estratégico da obra para a mobilidade e a logística internacional.

Fonte: ANTT

IA vira aliada para reduzir acidentes e proteger motoristas nas estradas brasileiras

Notícias 16 de dezembro de 2025

Apenas no primeiro semestre de 2025, foram registrados 987 sinistros causados por motoristas dormindo ao volante, número que já representa 95% de todos os casos registrados no ano anterior. Os dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) se somam aos de 2024, quando 6.160 pessoas morreram e mais de 84 mil ficaram feridas nas rodovias, acendendo um alerta urgente sobre o cenário do transporte no Brasil.

Em um contexto em que o sono ao volante e a distração figuram entre as principais causas de acidentes, soluções baseadas em inteligência artificial (IA) e automação ganham força no setor de transporte. Nesse sentido, empresas como a Platform Science estão transformando a lógica da segurança para torná-la preditiva, em vez de reativa. A tecnologia assistida por IA atua diretamente na prevenção de ocorrências ligadas a comportamentos de risco, como a fadiga.

O diretor executivo da Platform Science na América Latina, Rony Neri, explica que esse movimento representa uma mudança na dinâmica de proteção nas estradas. “A tecnologia atua de forma ativa e até preditiva, combinando videotelemetria e inteligência artificial para impedir o acidente antes que ele ocorra”, diz.

Ação contra a fadiga e gestão sem ‘achismos’

Para combater o sono ao volante, a solução combina sensores inteligentes e câmeras internas que monitoram o rosto do motorista continuamente. Algoritmos avançados são capazes de detectar microexpressões faciais e sinais físicos claros de fadiga, como bocejos ou o fechamento prolongado dos olhos. Assim que esses sinais são identificados, a tecnologia emite alertas sonoros e visuais imediatos na cabine, permitindo uma intervenção preventiva. “Dessa forma, deixamos de apenas registrar o sinistro via telemetria tradicional para atuar como um copiloto que protege o motorista em tempo real”, comenta Neri.

Os dados coletados não permanecem restritos ao veículo. Eles são enviados a uma plataforma que reúne informações de direção, eventos de risco, sinais de fadiga e histórico da frota em um único ambiente, e atua como uma inteligência centralizadora. Essa integração facilita a leitura do contexto operacional e permite que gestores compreendam padrões antes difíceis de identificar apenas com sistemas tradicionais.

Com os alertas priorizados conforme o nível de criticidade, equipes de gestão conseguem avaliar rapidamente quais situações exigem ação imediata. Em ocorrências urgentes, o sistema é capaz de acionar responsáveis, o que reduz o tempo de resposta, um fator decisivo para impedir que situações de risco evoluam para acidentes.

“Isso gera tranquilidade para o gestor e proteção 24 horas para a equipe, provando que é possível reduzir acidentes drasticamente e, através da cultura de segurança, alcançar também maior eficiência”, afirmou Neri ao enfatizar que o sistema é desenhado para que a segurança mova toda a operação logística.

Mesmo com avanços tecnológicos, o setor ainda enfrenta desafios, como sistemas pouco integrados e altos volumes de informações dispersas, o que dificulta a identificação rápida de riscos. Essa centralização do monitoramento em tempo real e a priorização automática ajudam a antecipar riscos e agir com maior precisão, reduzindo retrabalho e favorecendo decisões baseadas em evidências, um avanço importante para operações mais seguras e eficientes.

Predição de riscos e inteligência compartilhada

A inteligência artificial transforma o enorme volume de dados gerados em disciplina operacional. Um dos recursos oferecidos é o Predição de Acidentes, que identifica automaticamente regiões perigosas com base em dados de direção. Essa inteligência cruza o histórico de eventos bruscos da operação com os dados oficiais de acidentes da PRF.

O papel das empresas de tecnologia, segundo Neri, é entregar ferramentas capazes de processar essa complexidade para que a gestão se baseie em evidências. “Acredito que o cenário ideal para reduzir acidentes nas rodovias brasileiras precisa ser fundamentado na inteligência compartilhada e na automação da segurança, abandonando processos manuais em favor de uma gestão baseada em evidências”, pontua.

A tecnologia antecipa cenários críticos, transformando dados públicos e privados em proteção real nas estradas. Assim, a plataforma funciona como uma assistente proativa para o gestor, monitorando a operação e permitindo que ele se concentre em decisões estratégicas, em vez de agir apenas no gerenciamento de crises após um acidente.

Fonte: Estadão Blue Studio 

NTC&Logística inicia Pesquisa Salarial no Transporte Rodoviário de Cargas – segmento de Carga Fracionada

Notícias 15 de dezembro de 2025

A NTC&Logística, por meio do seu Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Econômicas (DECOPE), iniciou uma nova pesquisa, com foco na realidade salarial dos motoristas de caminhão que atuam no Transporte Rodoviário de Cargas no segmento de carga fracionada.

O levantamento tem como objetivo reunir informações atualizadas sobre os salários praticados em diferentes regiões e segmentos do setor, contribuindo para a elaboração de estudos técnicos e análises que orientem a atuação da Associação junto às empresas, entidades e autoridades públicas.

De acordo com o DECOPE, a participação das empresas é essencial para garantir a representatividade dos dados e aprimorar o entendimento sobre a estrutura de custos e remuneração no transporte de cargas. As informações obtidas permitirão identificar padrões, variações regionais e tendências que impactam diretamente a competitividade e a gestão das operações no setor.

Todas as respostas serão tratadas de forma confidencial, e os resultados consolidados serão divulgados posteriormente pela NTC&Logística em seus canais oficiais.

A pesquisa pode ser respondida de forma rápida e está disponível no link abaixo.

Participe e contribua para o fortalecimento do setor, clique aqui. 

Governo do Brasil publica medida provisória que garante benefícios aos bons motoristas

Notícias 11 de dezembro de 2025

A partir de agora, motoristas que mantiverem um bom histórico no trânsito terão a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) renovada automaticamente, sem necessidade de exames presenciais, deslocamentos ao Departamento de Trânsito (Detran) ou pagamento de taxas adicionais.

É o que determina a Medida Provisória n.º 1.327, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (10), que moderniza o processo de habilitação no país.

A iniciativa inaugura uma política de incentivo ao bom comportamento no trânsito, reconhecendo condutores responsáveis com um processo mais ágil e menos burocrático.

“Qual era o benefício para quem sempre dirigiu corretamente, nunca cometeu infração? Nenhum. Essa injustiça acabou. O bom condutor agora será reconhecido e terá sua vida facilitada. É uma virada de chave, em vez de só punir, estamos incentivando o comportamento correto”, destaca o ministro dos Transportes, Renan Filho.

Além da renovação automática, o texto também fixa os custos dos exames necessários para tirar ou renovar a habilitação, que terá o preço máximo estabelecido pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), e torna opcional a impressão do documento físico da CNH, reforçando a validade da versão digital. Entenda ponto a ponto.

Renovação automática
Motoristas cadastrados no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC), ou seja, condutores que não possuem infrações registradas nos últimos 12 meses, terão a CNH atualizada diretamente no sistema quando o documento vencer, sem pagamento de novas taxas e sem necessidade de exames presenciais.

O cidadão poderá autorizar sua participação no RNPC através do aplicativo da CNH do Brasil ou do Portal de Serviços da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).

Não estão aptos a receber o benefício:

  • Condutores com 70 anos ou mais;
  • Motoristas a partir de 50 anos receberão o benefício uma única vez;
  • A renovação automática não vale para motoristas que têm a validade da CNH reduzida por recomendação médica, em casos de doenças progressivas ou condições que exigem acompanhamento de saúde.

Exames
Os exames médicos e psicológicos passam a ter preço fixado nacionalmente, estabelecido pela Senatran. A estimativa é de que haja uma redução de 40% do custo dos dois exames, juntos.
Antes, cada Detran estipulava o valor, que, em alguns estados, ultrapassava os R$400.

Os exames de aptidão física e mental e as avaliações psicológicas necessárias para obter ou renovar a CNH, poderão ser realizados por profissionais da medicina autorizados pela Senatran. Antes, os exames eram feitos por médicos e psicólogos credenciados pelo Detran de cada estado.

CNH física opcional
A MP também moderniza a forma de emissão da CNH. A impressão do documento físico torna-se opcional. O cidadão poderá escolher entre utilizar apenas a CNH digital, solicitar somente a versão física, ou ainda ter as duas versões. A mudança elimina o custo da impressão, que pode chegar a R$100, dependendo do estado.

Regras de validade
Os prazos de validade da CNH permanecem inalterados:

  • 10 anos para condutores com menos de 50 anos;
  • 5 anos entre 50 e 69 anos;
  • 3 anos para condutores a partir dos 70 anos.

A MP reforça que, quando houver recomendação médica devido à doença progressiva ou condição que exija acompanhamento, o prazo de validade pode ser reduzido para garantir reavaliações periódicas.

Mais eficiência, menos burocracia

Com as alterações, o Governo do Brasil busca tornar o processo de habilitação mais democrático e eficiente, sem prejudicar os mecanismos de segurança previstos no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

A MP se integra ao programa CNH do Brasil, anunciado nesta terça-feira (9) pelo presidente Lula e pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, que prevê formação teórica gratuita on-line e permite que o cidadão escolha entre realizar as aulas práticas com instrutores autônomos ou em autoescolas.

Juntas, as iniciativas ampliam o acesso à habilitação e tornam o processo para obter a CNH mais simples e moderno para milhões de brasileiros, que até então eram cidadãos excluídos do volante.



FONTE: Ministério dos Transportes

Fluxo de veículos em estradas com pedágio sobe 2,2% em novembro ante novembro de 2024

Notícias 11 de dezembro de 2025

O fluxo total de veículos em estradas com pedágio no Brasil recuou 0,2% na passagem de outubro para novembro, na série com ajuste sazonal, de acordo com a Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) e a Tendências Consultoria Integrada. Comparando com novembro de 2024, por outro lado, houve crescimento de 2,2%.

Nos últimos 12 meses, o indicador registrou alta de 2,2%. No acumulado de janeiro a novembro, o crescimento foi de 2,4%.

Por categoria, o tráfego de veículos leves caiu 0,1% entre outubro e novembro, com ajuste sazonal, e registrou um aumento de 2,1% em comparação ao mesmo mês do ano anterior. O fluxo de veículos leves nos últimos 12 meses aumentou 2,3%, com crescimento de 2,5% no acumulado do ano.

Já no segmento de veículos pesados, houve queda de 0,8% de outubro para novembro. Em relação a novembro de 2024, o fluxo cresceu 2,7%. Já os últimos 12 meses mostram um aumento de 2%, e o acumulado no ano até agora aponta para um avanço de 2,2%.

Segundo os analistas da Tendências Consultoria, Thiago Xavier e Felipe Melchert, a queda no fluxo de veículos pesados, em novembro, reflete um movimento de devolução após atingir a máxima da série dessazonalizada em outubro.

“O aquecimento corrente do segmento decorre, principalmente, de fatores estruturais, como a expansão do e-commerce e a maior demanda por serviços logísticos, que seguem sustentando a tendência de alta no ano. Ainda assim, as condições financeiras apertadas impõem alguma limitação, na medida em que arrefecem a demanda das famílias por bens industriais”, destacaram os analistas.

Fonte: IstoÉ Dinheiro

Com novo aumento do ICMS para 2026, impacto nos preços dos combustíveis já chega a 23%

Notícias 11 de dezembro de 2025

O Conselho Nacional de Política Fazendária publicou no Diário Oficial da União um novo ato que eleva, a partir de janeiro de 2026, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidente sobre os combustíveis. A gasolina terá um acréscimo de R$ 0,10 por litro, passando a R$ 1,57. Já o diesel terá reajuste de R$ 0,05 por litro, chegando a R$ 1,17. No caso do gás de cozinha, o aumento será de R$ 1,05 por botijão.

De acordo com informações da Gasola by nstech, empresa de tecnologia que atua na gestão e monitoramento de consumo de combustíveis, desde a mudança na metodologia de cobrança, em 2022, quando o ICMS passou a ter um valor fixo por litro e unificado nacionalmente, o imposto sobre o diesel acumulou uma alta aproximada de R$ 0,22 por litro, o que representa cerca de 23% de aumento dentro do próprio tributo estadual.

Segundo Vitor Sabag, especialista em combustível do Gasola, a alteração na forma de cálculo foi um avanço sob o ponto de vista de previsibilidade, mas o patamar do imposto passou a ter um peso cada vez maior no custo Brasil. “A mudança para um valor fixo por litro reduziu distorções entre estados, diminuiu a guerra fiscal e trouxe mais previsibilidade para quem depende do combustível no dia a dia. O ponto de atenção agora não é mais o modelo, mas a frequência com que esse imposto vem sendo reajustado e o nível a que ele chegou”, afirma.

O impacto desses reajustes vai além das bombas. Como o Brasil depende fortemente do Transporte Rodoviário de Cargas, o aumento do ICMS sobre o diesel pressiona diretamente o custo do frete. Sabag explica que, quando o diesel sobe alguns centavos por litro, esse custo entra imediatamente na planilha das transportadoras, que consomem milhares de litros por mês. Isso acaba sendo repassado ao frete e, na sequência, ao preço dos alimentos, dos insumos industriais e dos produtos que chegam ao consumidor.

Para 2026, a tendência é de maior pressão sobre os custos logísticos. Com o reajuste já definido para gasolina e diesel, e considerando que o consumo de combustíveis deve se manter em patamares elevados, o efeito prático será o encarecimento da cadeia de transporte. Mesmo que o aumento pareça pequeno quando se olha apenas os centavos, em um volume que envolve bilhões de litros, o impacto é extremamente relevante para a economia como um todo.

Sabag ressalta que o debate, daqui para frente, deve se concentrar menos no formato do imposto e mais na busca por estabilidade. “O que precisa ser discutido é se faz sentido reajustar anualmente um imposto sobre um insumo tão essencial como o diesel. Quanto mais previsibilidade houver para o custo do combustível, mais estabilidade teremos no frete e, no fim, no preço que chega à mesa do brasileiro”, conclui.


Fonte: Assessoria do Gasola by nstech

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